“Coloco a disposição os dados do Sistema de Proteção da Amazônia”, diz ministro sobre o monitoramento de queimadas

Em reunião com os governadores da Amazônia Ocidental, o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou na última terça-feira (03), que o monitoramento feito pelo Sistema de Proteção da Amazônia pode ser usado por todos os órgãos e estados da Amazônia legal para supervisionar queimadas.

Antes do encontro, o ministro visitou o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), de Manaus.

“O Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) possui treze satélites que detectam os focos de calor, que é diferente de focos de incêndio. Mas é ele que identifica, que orienta o trabalho em campo e estabelece prioridades, pois a atuação é em cima delas”, apontou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo.

No encontro, os governadores agradeceram o apoio das Forças Armadas no combate aos ilícitos ambientais nos estados. Segundo o governador do Acre, Gladson Cammeli, ” as Forças Armadas têm trabalhado com excelência”. O ministro Fernando Azevedo reconheceu as manifestações e destacou a importância da atuação interagências.

“O trabalho é conjunto. Além das Forças Armadas, nós temos as agências participantes desse esforço que são muito bem-vindas e necessárias. E gostaria de agradecer a citação que os governadores fizeram. Isso nos enche de orgulho e nos dá uma responsabilidade muito grande em relação à nossa atuação”, disse Fernando.

Durante o encontro, o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, destacou o empenho das Forças Armadas na Operação Verde Brasil. “Se mobilizaram com todos os recursos, e o Brasil mais um vez demonstra, claramente, que quando o Brasil se une, não há nenhum obstáculo que não possamos vencer”, ressaltou.

Uma apresentação, conduzida pelo Comandante Militar do Norte e Comandante do Comando Conjunto Norte, General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, expôs que os números positivos são resultado dos esforços conjuntos da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira com agências governamentais.

“O envolvimento com os órgãos estaduais, com a apresentação de dados e informações específicas tem sido fundamental para a operação. Muito do que a Semas [Secretarias Municipais de Meio Ambiente] nos repassou, não tínhamos acesso e ficaria difícil sem esse suporte”, ressaltou.

O General expôs, também, a significativa redução de incêndios na Amazônia Ocidental em oito dias de operação das Forças Armadas em trabalho conjunto, focadas principalmente nas regiões de Novo Progresso, Altamira, Marabá e Itaituba, onde estão concentrados os maiores registros de queimadas.

A comitiva interministerial concluiu nesta terça a viagem de dois dias a Belém e Manaus, onde – por determinação do Presidente da República – reuniu-se com os representantes dos estados da Amazônia Legal. Eles ouviram pleitos e discutiram acoes para combater queimadas, desmatamento e outros ilícitos ambientais na região.

Dados

No momento, há mais de 6,2 mil integrantes envolvidos na Operação Verde Brasil, 155 viaturas, 18 aeronaves e 8 embarcações. Nesta terça-feira, chegaram à Serra do Cachimbo duas aeronaves civis chilenas, modelo Air Tractor 802, para auxiliar nas ações militares.

O modelo é para uso exclusivo de combate ao fogo com capacidade de despejo de até três mil litros de água e quatro mil quilos de carga. Outras duas estão a caminho do país. Na segunda-feira (2), foram combatidos incêndios em locais como a Flona Bom Futuro e no Norte e Sul da Floresta Nacional Campos Amazônicos, ambos em Rondônia.

Na área sob responsabilidade da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, que compreende os estados de Rondônia, do Acre e extremo sul do Amazonas, houve redução das regiões atingidas por incêndio.

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  • Com informações dos Comandos Militares da Amazônia e do Norte. Fotos: Alexandre Manfrim/MD


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