Com ações de inteligência, Exército Brasileiro reprime crimes na fronteira Amazônica

Um trabalho árduo de varredura, a centenas de quilômetros em lugares inóspitos e de difícil acesso. Este é apenas, um dos cenários que o Exército Brasileiro, tem de se fazer presente para realizar ações de combate aos crimes ambientais. Estas operações ocorrem nos estados do Amazonas, de Roraima, do Acre e de Rondônia, regiões que fazem parte da jurisprudência do Comando Militar da Amazônia (CMA). Em 2018, já foram apreendidos 28.798 m³ de madeiras ilegais em áreas de fronteira, 90 dragas e mais uma quantidade enorme de motores, bombas, compressores e motosserras que foram, retiradas das mãos de garimpeiros e madeireiros ilegais.

Operação Curaretinga combate garimpo ilegal de ouro na terra indígena Yanomami, em RR

Operações contra garimpeiros vem ocorrendo em terras dos índios Yanomami, no Estado de Roraima. Mas, também no Alto Solimões, no Amazonas, há tropas monitorando as ações dos garimpeiros, que atuam nos rios locais com dragas clandestinas. Além de combater crimes ambientais, o Exército Brasileiro patrulha e apreende embarcações usadas pelos carteis do narcotráfico peruano e colombiano, que dominam as florestas e rios do outro lado da fronteira brasileira, para o transporte de materiais ilícitos, onde têm-se usado o território brasileiro para escoar as drogas para os EUA, Europa e África.

Rota do Tráfico Internacional

Somente neste ano, até agosto, foram apreendidos 7.9 tons de drogas, a titulo de comparação, no ano passado houve a apreensão de 1.9 tons de entorpecentes, o que evidencia o aumento do combate aos narcotraficantes. No mesmo período, foram apreendidos 93.005 litros de combustíveis em 2018, contra 77.313 do ano passado. Ainda neste ano, os militares também apreenderam 133 armas, dentre elas fuzis de uso restrito das Forças Armadas, contra 51 armas em 2017, o que mostra também o aumento do contrabando de armamentos na região. Com ações de inteligência, em parceria com a Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Exército tem conseguido rastrear as atividades dos criminosos transnacionais na faixa de fronteira, até 150 km.

“Nossas operações são precedidas de planejamento e atuamos com inteligência, para surpreender os criminosos. Nossos resultados positivos são frutos do respeito a cadeia de comando e pelo preparo da tropa”, disse o chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar da Amazônia (CMA), General de Brigada Algacir Antônio Polsin. Com 24 pelotões ao longo da fronteira com a Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia, o Exército Brasileiro adota a estratégia de mobilização permanente pelos rios e por dentro da floresta, com o objetivo de destruir as bases dos narcotraficantes, garimpeiros ilegais e madeireiros clandestinos.

Operações estratégicas na região

Helicópteros do 4.º Batalhão de Aviação Aérea do Exército (4ºBAvEx), sediados em Manaus, presta apoio de transporte as tropas, em áreas mais distantes da Amazônia Ocidental, onde acaba-se por surpreender os criminosos, que ficam sem força de reação. Esse tipo de estratégia, que substituiu as grandes operações, que eram realizadas no passado, tem se mostrado a mais eficiente, e com isso os militares também estão mais atentos as ações clandestinas praticadas contra a fauna. Em 2018, até 20 de agosto, as patrulhas apreenderam 6.378 kg de carne de caça e pesca, contra 4.840 kg de 2017. Isso destaca que os pelotões de fronteira e as brigadas em geral estão mais atuantes no patrulhamento dos rios e da floresta.

Fonte: Jornal A Critica
Por: Antônio Ximenes
Adaptação: DefesaTV

2 COMENTÁRIOS

  1. O EB fez todo sozinho? A PM e a PRF estavam só passeando? A “jurisprudência” do exército já da uma ideia da qualidade do texto. Acredito que o autor quis falar em jurisdição, mas nem isso estaria correto nesse contexto. Pena. Uma boa operação para um texto ruim e cheio de egocentrismo.

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