Com venda recorde no exterior, indústria brasileira de defesa terá incentivo federal

Aeronaves, embarcações, ferramentas cibernéticas para proteção de dados, radares, sistemas seguros de comunicação, armamento, entre outros itens de alta tecnologia, contribuíram para que a indústria brasileira de defesa registrasse US$ 1,3 bilhão em exportações em 2019, o maior valor em 50 anos.

O governo prevê um acréscimo de 30% no total exportado pelo setor este ano e um potencial para atingir a cifra de US$ 5 bilhões em até três anos. Para isso, elabora um plano nacional para aumentar as vendas internacionais, atrair empresas do exterior para o país e estimular a formação de associações entre companhias nacionais e estrangeiras.

No governo, que conta com participação cada vez maior de militares, a avaliação é que a indústria nacional de defesa foi negligenciada nos últimos 30 anos. A partir de agora, o plano é aprofundar o papel do BNDES — que já financia as vendas desses produtos no mercado externo — na expansão das exportações de produtos de defesa.

Na última quinta-feira, o banco assinou um protocolo com o Ministério da Defesa, para elaboração de um plano de ação com esse objetivo. Melhores condições para os tomadores de empréstimos para viabilizar a exportação de itens estão entre as medidas a serem adotadas.

“O objetivo é ampliar as exportações brasileiras e, com isso, reduzir a dependência (do setor) do Orçamento das Forças Armadas”, diz Marcos Rossi Martins, superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES, sem entrar em detalhes sobre como será a execução do plano.

  • Com informações do O Globo, Por: Eliane Oliveira




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