Comandante da Marinha concede entrevista ao programa ‘A voz do Brasil’

Durante a entrevista o almirante Garnier, falou que até 2022 a Marinha deverá receber todos seus quatro submarinos

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O comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, participa do programa A Voz do Brasil - © Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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O comandante da Marinha, almirante de esquadra Almir Garnier, concedeu entrevista ao programa ‘A Voz do Brasil’, na noite desta terça-feira (08). O almirante falou sobre os programas estratégicos da Marinha do Brasil (MB) e suas aquisições, do trabalho da Força no enfrentamento ao Covid-19, e lembrou sobre a Batalha Naval do Riachuelo.

A Marinha e suas aquisições

Segundo o comandante, o patrulhamento e a defesa das fronteiras aquáticas brasileiras estão prestes a receber o reforço de quatro novos submarinos, e das fragatas classe Tamandaré.

O primeiro submarino, que está em fase final de homologação, será recebido pela esquadra brasileira até o final deste ano, enquanto as três outras embarcações serão finalizadas no decorrer de 2022.

A construção de submarinos é tida como indústria estratégica pelo governo brasileiro, já que impulsiona o desenvolvimento industrial e tecnológico, além de prover treinamento e patrulhamento ostensivo na imensa costa brasileira.

“Esse é o sistema de gerenciamento da Amazônia Azul. Todo esse patrimônio brasileiro precisa de um sistema de gerenciamento e coordenação que enxergue tudo do alto, de lado, de baixo”, afirmou o comandante da Marinha.

O almirante explicou ainda que, um dos papéis da Marinha é definir as fronteiras marítimas brasileiras pela presença de navios e contingente em vigília constante, que monitoram e defendem interesses nacionais de acordo com a legislação vigente.

O trabalho das Forças Armadas na Pandemia

Sobre o trabalho da Marinha do Brasil (MB) durante a pandemia, Garnier ressaltou o apoio logístico à distribuição de medicamentos, alimentos, roupas, vacinas e insumos para famílias em locais isolados do território nacional.

“Estamos envolvidos completamente no combate à pandemia. O nosso centro tecnológico, juntamente com a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu e produziu respiradores, que no início da pandemia eram muito críticos. Fizemos desinfecções de lugares públicos com a nossa equipe de capacidade de guerra bacteriológica, fizemos atividades de vacinação em todo o país, onde é mais difícil o acesso”, afirmou.

O almirante de esquadra lembrou ainda que a Marinha atuou na distribuição de alimentos para caminhoneiros no início da pandemia, quando a maior parte dos estabelecimentos comerciais de rodovias federais foram fechados.

Ações Cívico Social

Sobre a ação Ação Cívico Social (ACISO) dos chamados navios da esperança (embarcações da Marinha que levam ações sociais a comunidades remotas), o almirante enfatizou que um dos papéis da Marinha é de, levar cidadania e assistência social à população.

“Muitas vezes essas famílias remotas, em localidades muito longínquas do nosso território, o único médico, o único dentista que eles veem na vida inteira é um médico da Marinha, possivelmente.”

Segundo o comandante, os navios da esperança fazem 35 mil atendimentos ao ano, em cerca de 600 comunidades. “Indígenas, brasileiros de várias descendências; todos são atendidos com o mesmo carinho”, complementou.

Batalha Naval de Riachuelo 

O comandante lembrou, ainda, da chamada data magna da MB, 11 de junho, dia da Batalha Naval de Riachuelo. Travada em Corrientes, no Paraguai, a batalha foi um dos conflitos decisivos da A Guerra da Tríplice Aliança, ocorrida entre 1864 e 1870.

“É importante que se diga que não celebramos a batalha em si, que é sempre dolorosa. Perdemos muitas vidas. O que celebramos são os valores morais que surgem nos momentos de adversidade. São os heróis que cultuamos: o almirante Barroso, o marinheiro Marcílio Dias, o guarda-marinha Greenhalgh. Jovens cheios de sonhos que deixaram suas vidas para defender a nossa bandeira, a nossa soberania”, afirmou.

“Esses valores morais que aqueles brasileiros patriotas emprestaram para nós estão presentes até os dias de hoje. São marinheiros que, em momentos de adversidade, se superam e vão adiante. É isso que celebramos, são esses exemplos que não queremos que morram nos nossos marinheiros e no povo brasileiro”, concluiu.

  • Com informações da agência Brasil


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