Comando Espacial dos EUA é oficializado como 11° comando de combate do país

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (29) a fundação do Comando Espacial dos EUA (United States Space Command / USSPACECOM), que será o 11º comando de combate do país, e o primeiro criado em mais de uma década.

“Aqueles que desejam prejudicar os Estados Unidos, tentar nos desafiar no terreno mais alto do espaço, agora será um jogo totalmente diferente”, disse Trump durante a cerimônia de inauguração na Casa Branca.

A criação do Comando foi motivada por crescentes ameaças contra satélites americanos, que são estratégicos para operações militares e comerciais do país.

Inicialmente, o Comando Espacial consistirá de 287 integrantes, a maioria deles são militares que trabalham em uma unidade do Comando Estratégico dedicada ao espaço. A sede do Comando ainda não foi definida.

O comandante do Comando Espacial será o general da Força Aérea, John Raymond. “Proteger os bens dos Estados Unidos no espaço é a missão fundamental do novo comando.”, revelou o general.

As forças armadas dos EUA dependem de uma rede de instrumentos espaciais na órbita da Terra que executam todo tipo de função essencial, incluindo alerta de mísseis, GPS, orientação de projéteis de precisão, comunicação e até mesmo espionagem.

Mas muitos desses satélites foram colocados em órbita em uma época em que o espaço era visto como um domínio pacífico. Em anos recentes, no entanto, adversários em potencial dos EUA demonstraram capacidade de derrubá-los com mísseis ou de interferir em seu funcionamento com uma gama de tecnologias, incluindo laser.

“Eu realmente acredito que estamos no ponto de inflexão estratégico, onde não há nada que façamos na força de coalizão conjunta que não seja possibilitado pelo espaço. Nada”, disse Raymond.

O general mencionou avanços da Rússia e da China que tornaram o espaço um domínio disputado, onde os Estados Unidos enfrentam ameaças que não enfrentavam antes. Ele citou um teste de 2007 em que a China usou um míssil disparado da Terra para destruir um de seus próprios satélites meteorológicos.

Em março deste ano, a Índia se tornou o quarto país a conseguir derrubar um satélite em órbita baixa com um míssil, após Estados Unidos, China e Rússia. O primeiro-ministro indiano Narendra Modi disse na época que o feito colocou a Índia entre as superpotências do espaço.

Uma Força Espacial viável?

A criação do Comando Espacial é um passo importante para o objetivo da Casa Branca de estabelecer a chamada Força Espacial, que seria o sexto ramo das forças armadas e o primeiro criado após o estabelecimento da Força Aérea em 1947.

O vice-presidente, Mike Pence, disse em dezembro do ano passado que a Força Espacial seria comandada por um general de quatro estrelas e consolidaria os 18 mil civis e militares que trabalham em questões de segurança nacional no espaço. A Força Espacial precisa ainda de aprovação do congresso para ser ativada.

Durante entrevista em outubro do ano passado, Pence não descartou a possibilidade de implementar armas nucleares no espaço, dizendo que a atual proibição do seu uso é “de interesse de todas as nações” mas que a questão deveria ser decidida sob “o princípio de que a paz vem por meio da força”.

Combater vida extraterrestre no espaço não é uma das missões do novo comando, disse Stephen Kitay, secretário assistente de defesa para política espacial. “O Comando Espacial e a Força Espacial estão focados na vida aqui na Terra, porque o espaço impacta o nosso modo de guerra e nosso modo de vida”, disse Kitay.”

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  • Com agências internacionais


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