Como se tornar um PMC – Private Military Contractor

Imagem ilustrativa via Maritime Insight.
PMC, a sigla em inglês para o termo “Private Military Contractor”, ou que muitos acreditam ser apenas uma desiginação “politicamente correta” do século XXI para o profissional da guerra antes conhecido como mercenário, o mítico “Soldado da Fortuna”, um profissional que geralmente vem do meio militar e usa o seu conhecimento adquirido na caserna para oferecer “serviços” para quem pode pagar melhor, ou, simplesmente, pagar alguma soma que compense o risco ou pelo menos cubra as despesas da “aventura” desejada, já que muitos afirmam que apenas buscavam fortes emoções e que o pagamento seria consequência de um trabalho bem feito…
Porém, uma diferenciação grande nas atividades de “PMC’s” ou um SSO de PMG  – private maritime security companies (PMSC) para com os ditos “mercenàrios” dos filmes ou da vida real,  é, que para os primeiros existem regulamentações de nìveis nacionais e internacionais que controlam as operações das companhias e/ou empresas que treinam, organizam e vendem os serviços desses profissionais para outras empresas ou governos, não deixando assim margens para atos que possam transgredir a legalidade das operações. No mundo atual civilizado, se referir a um PMC como “mercenàrio” é algo considerado pejorativo.
As siglas desses profissionais:
 
-PMC; Private Military Contractor é a designação genérica, serve para profissionais de diversas àreas e funções de apoio.
-PMG; Private Military Guard é o que desempenha função especifica de guarda e segurança.
– SSO; Sea Security Officer é o que desempenha função embarcado.
Essas denominações podem mudar muito de acordo com as empresas e àreas de atuação, mas são as mais conhecidas atualmente.
 
O assunto é polêmico, pois muitos julgam e comentam, geralmente se baseando pelo que viram em filmes, documentários de TV a cabo e/ou internet (repleta de inverdades). Porém poucos possuem conhecimento de causa através da tentativa de ingresso no meio ou de conhecer pessoas reais que já trabalharam com a atividade mundo afora.
Em 2009 tive oportunidade de conhecer muitos brasileiros servindo no 2o REP da Legião Estrangeira da França durante trabalhos jornalisticos. De acordo com relatos dos brasileiros e legionàrios de outras nacionalidades, praticamente 80% dos que dão baixa são contratados por empresas de segurança especializadas, e desse numero pelo menos metade admitem publicamente que trabalham como PMC ou SSO em empresas internacionais. Os Soldados da Legião Estrangeira estão entre os mais cobiçados pelas empresas que empregam PMC’s e SSO’s em operaçéoes de alto risco.

 

Antes da popularização da internet, uma das poucas
maneiras de se informar sobre o tema era comprando a
famosa revista “Soldier of Fortune” ,
na livraria do aeroporto de Guarulhos,
para ver as matérias e os anuncios que
faziam militares e paisanos sonharem…

No meu caso acho que sou um tanto privilegiado pelo fato de possuir uma atividade que me permite viajar muito e conhecer pessoas de quase todos os tipos pelos países que já passei, e assim consegui ter a oportunidade de travar contatos com muitas pessoas que já foram ou ainda são ligadas ao meio dos PMC’s em empresas para as quais já prestei serviços.

 

 

 

 

 

 

As causas de um mercado em alta para PMC’s e SSO’s

De acordo com informações da INTERPOL (Polícia Internacional) e IMO- International Maritime Organization (Organização Marítima Mundial, órgão da ONU responsável pelas regulamentações e atividades marítimas mundiais) praticamente todos os mares e oceanos do mundo registram casos de pirataria nos seus mais diversos níveis e modalidades, sendo o Oceano Índico o recordista, com as regiões do Golfo de Aden (costa leste africana) e os mares do Sudeste Asiático as regiões mais perigosas de todas.

Embarcação civil utilizada pelos piratas somalis para a transferência de carga extraída de um navio de carga tomado de assalto no Oceâno Ìndico, interceptado pela Real Marinha Espanhola. Foto via EUNAVFOR.

Após o estabelecimento de uma missão liderada pela França e com base permanente no Dijibouti (País de posição estratégica no Golfo de Áden, possuindo a ponta costeira mais oriental da Àfrica) de nome “Operation Atalanta*” em 2008, os piratas locais que não foram presos em diversas ações acabaram por migrar para a costa ocidental da Àfrica, local de onde acabam por colocar em risco as rotas mercates e de outras atividades civis no Atlântico Sul, e, devido ao barateamento da tecnologia os mesmos tem a possibilidade de projetar a capaciade de ameaças assimétricas aos mares territoriais brasileiros com uma certa facilidade.

Uma das muitas interceptações à embarcações de “pescadores” na costa da
Somália que ocorrem desde 2008 quando começou a Operação ATALANTE,
organizada e conduzida pela EUNAVFOR na costa leste da Àfrica.
Na Imagem, a ação da Real Marinha Espanhola. Foto via EUNAVFOR.

A regularidade dos ataques piratas a nível mundial acabou também por obrigar a formação de uma IRT – Incident Response Team (ou, Time/Força de Resposta de Incidentes), para auxiliar Cias Marítimas e Seguradoras, para garantir a solução de diversos casos aonde não só para garatir a recuperação de cargas e embarcações como também de tripulantes mantidos reféns em muitos casos. Com o crescimento em amplitude e diversidade dos movimentos terroristas islâmicos pelo mundo, a pirataria não só tem se tornado um instrumento de obtenção de renda e material de pronto emprego para esses movimentos, como uma ferramenta de aplicação do terror propriamente dito.

Saiba mais sobre o que ocorre no mundo da segurança maritima no Oceano Atlântico Sul:
 
Operação Bell Buoy
 
De acordo com estudos da ONU e Cruz Vermelha Internacional existem as seguintes conclusões sobre as atividades de PMC e SSO.
Em outubro de 2007, um estudo realizado ao longo de dois anos e publicado pelas Nações Unidas concluiu que, embora contratados como guardas de segurança, os contratistas privados estavam cumprindo funções militares. Muitos países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, não são signatários da convenção que proíbe a contratação de mercenários. Entretanto, um porta-voz da missão dos EUA no escritório da ONU em Genebra (UNOG) declarou: “A acusação de que os guardas de segurança, de qualquer nacionalidade, contratados pelo governo dos Estados Unidos, são mercenários é inexata e humilhante para os homens e mulheres que diariamente colocam suas vidas em risco para proteger pessoas e instalações.
Segundo a Cruz Vermelha, desde o início da década de 1990, mais e mais funções que costumavam ser efetuadas pelo aparato militar e de segurança dos Estados foram repassadas para essas empresas, que, entre outras atividades, operam no apoio logístico ao deslocamento de soldados e a operações militares, na manutenção de sistemas de armamentos, na proteção das instalações, na proteção especial a indivíduos, no treinamento de militares e de forças policiais no próprio país e no exterior, na obtenção e análise de informações de inteligência, na custódia e interrogatório de prisioneiros e, às vezes, participam nos combates. Essa evolução também suscita questões acerca da proteção das pessoas que trabalham para essas empresa, do ponto de vista do Direito Internacional Humanitário. Nem sempre é claro se essas pessoas devem ser consideradas como civis ou combatentes, e essa distinção é fundamental, tanto do ponto de vista legal como nas operações humanitárias .
As empresas militares privadas estão presentes em países como Iraque e Afeganistão, prestando serviços de escolta e treinamento. Na Colômbia, contratados dessas empresas pilotam aviões e helicópteros que localizam e destróem cultivos de coca. A maioria dos contratados e das empresas desse tipo é originária dos Estados Unidos, operando mediante licença outorgada por seu governo.
As empresas militares privadas movimentam mais de USD 100 bilhões por ano. Segundo um estudo de 2008, realizado pelo Gabinete do Diretor da Inteligência Nacional dos EUA, os contratados privados totalizam mais de 29% das pessoas empregadas na Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos e custam o equivalente a 49% do seu orçamento.
O debate sobre a atuação destas empresas geralmente se alterna entre a visão de que estas significariam o enfraquecimento do Estado nacional ou a perda de seu Monopólio da Violência e a visão geopolítica, que vê nessas empresas uma espécie de adaptação, por parte de alguns países, que as utilizariam para poderem se projetar militarmente no exterior por vias clandestinas mas não necessariamente ilegais, sem violar as leis internacionais, causar complicações com o seu eleitorado doméstico (que resiste em ver seus soldados envolvidos em guerras no exterior) ou ainda, atritos com outros países.
(Trecho extraido de estudos Direito Internacional Humanitário ou Direito Internacional dos Conflitos Armados (DICA) é um conjunto de leis que protege pessoas em tempos de conflitos armados. É composto pelas leis das Convenções de Genebra e da Convenção de Haia. Suas leis dizem respeito aos países em conflito, aos países neutros, ao indivíduos envolvidos nos conflitos, a relação entre eles e a proteção dos civis)
 
Trabalhar embarcado com ou sem função especìfica exige formações que vão desde a salvatagem, combate à incêndios e primeiros socorros avançados. Todos devem estar preparados para quase tudo no apoio de operações diversas.
 Então a partir disso pesquisei e elaborei um apanhado de fatos, que podem ajudar a traçar um rumo e um pouco de exclarecimento para os que possuem curiosidade sobre o assunto.
 
Obviamente o tema mereçe uma pesquisa mais aprofundada que deve ficar a cargo de cada um, já que os interesses sobre o tema são os mais diversos possíveis e não considero essa trabalho como um “top sobre o assunto”, mas sim um atendimento às centenas de emails e mensagens que recebemos pedindo mais matérias sobre o tema.
 
Como se formar um “PMC”?
 
Essa é a questão mais observada em fóruns de discussão na internet ou na vida real, já que a atividade inicialmente não é uma profissão regulamentada, e em alguns países é até mesmo criminalizada, já que cada nação tem uma legislação diferente sobre a atividade de segurança privada, com sérias restrições sobre quem pode fazer o quê nesse ramo. E obviamente muitos governos não querem ver “mini exércitos” privados com capacidade de pronto emprego dentro de seus territórios, mesmo que equipados apenas com armas portáteis convencionais. No caso do Brasil e da maioria dos países do ocidente seu “titulo” será apenas de um profissional de segurança privada, mesmo que o cidadão possua os mais altos padrões em treinamento.
Uma das mais famosas empresas emergentes do ramo vem do leste europeu e é conhecida por oferecer cursos de bom nivel a valores acessiveis.
 
No passado, bastava ser um militar de carreira de algum país que conduziu alguma guerra em ex-colônia, como foi o caso de muitos europeus de nações que participaram tanto na repressão aos movimentos de independência colonial ou em auxílio aos mesmos em nações da África, América Central e Oriente Médio, entre outros. Bastava a capacidade militar básica de uso de armas, obediência à hierarquia e disciplina aos superiores designados para ser indicado e posteriormente contactado por um agenciador de “profissionais”, fosse no teatro de operações ou em Londres, que já foi uma das capitais do “agenciamento” desse tipo de atividade.
 
Hoje as exigências são as mais diversas, pois os serviços se diversificaram também, evoluíndo com as “necessidades dos clientes”. De infantes aos especialistas em comunicações, passando por profissionais de medicina e chegando aos aviadores, todos os ramos tem aproveitamento no meio. Se por um lado o “leque de opções” aumentou, as exigências de conhecimentos também. O setor da “segurança” é um dos que mais se modernizaram nos últimos tempos.
 
 
Hoje no básico, observamos dois caminhos para quem quer ser um PMC e eles são:
 
– Ser um militar de carreira ligado à alguma unidade de operações altamente especializada, e, estar já próximo da sua época de baixa. Geralmente esses militares são já observados pelos colegas que são mais antigos e que possuem os “contatos” nas empresas de segurança, que após a contratação do profissional, farão o encaminhamento para a atividade fim. Obviamente quanto mais conceituada a Unidade em suas ações e reputação, melhores serão as oportunidades que poderão ser oferecidas pelos “caçadores de talentos”.
 
Um exemplo clássico de militares que só não trabalham no meio se “não quiserem” são os egressos das fileiras da Legião Estrangeira da França e da Espanha, assim como os U.S. Mariners e Royal Mariners do Reino Unido.
 
No caso do Brasil várias tropas são mundialmente muito bem conceituadas, mas os mais cobiçados entre os “caça-talentos” PMC são obviamente os Fuzileiros Navais e Paraquedistas do Exército.
 
– Sendo civil, o caminho é investir em cursos de formação e especialização em instituições de boa reputação, pois assim como a demanda aumentou mundo afora, as oportunidades estão abertas para todos, desde que com a devida formação, e obviamente, alguma experiência na atividade proposta. No Brasil o mercado de formação ainda é muito limitado não só devido às restrições da legislação como também pelo alto custo dos cursos e treinamentos mais realistas, que dependendo da escola, acabam por exigir que o aluno fique em média de uma semana a 40 dias alojado em um campo de treinamento, dependendo do curso. Obviamente no Brasil a formação nas atividades de segurança privada são limitadas , visando somente o mercado de segurança privada patrimonial e/ou pessoal com muitas restrições de ações e métodos, com uma realidade muito distântes do cenário PMC, mas que não deixa de ser um bom começo de qualquer maneira.
 
Outra parte importânte para civis é a capacidade física adequada para a função, obviamente procurando níveis dentro dos mesmos padrões de tropas militares regulares.
 
Formação no Exterior
 
Já no exterior é possível encontrar quase todo tipo de formação que o dinheiro pode comprar sem nenhum exagero! De simples formações de operador de fuzil de diversas categorias até mesmo condutor de veículos pesados com esteiras e serviços mais “especializados” na aviação ou setor marítimo (todos voltado para a finalidade PMC ou em apoio destas), de tudo um pouco pode se encontrar pelo mundo afora, em especial nos USA, Europa e no caso de cursos mais “hardcores” com alto grau de realismo no Leste Europeu.
Como visto no schedule desse anuncio, a formação considerada bàsica para se formar PMC/SSO é feita em um tempo relativamente curto, e em caso de contratação, acaba sendo uma boa relação custo x beneficio para profissionais do setor.
 
No caso da América do Sul, o Paraguay é conhecido por “hospedar” escolas de alto padrão, justamente para atender ao público brasileiro que não pode viajar para a Europa ou outras nações, e inclusive contando com instrutores brasileiros formados pelos mesmos em turmas anteriores.
Com 1.500 Euros em média pode-se fazer um curso de boa qualidade, mas não esqueça de calcular outras despesas, que vão desde passagens aéreas, equipamentos, entre outros.
 
Obviamente que para efetuar tal investimento é necessário possuir domínio linguístico em nível no mínimo intermediário nos idiomas inglês, francês ou alemão, já que antes de fazer os referidos cursos, os candidatos são préviamente entrevistados para a avaliação de seus níveis de competência, já prevendo uma eventual indicação para contratação em caso de bom desempenho nos treinamentos. E obviamente muitas empresas zelam pelas suas reputações, evitando aceitar “alunos” de evidente baixo desempenho.
Um detalhe importante a ser sempre observado é sobre os pré-requisitos para se fazer os cursos mais especìficos, assim como equipamentos de uso tàtico individual ou EPI’s.
 
Principais atividades, salários e benefícios
 
As atividades são as mais diversificadas possíveis, sendo as principais efetudadas dentro da legalidade internacional;
 
– Escolta de bens/equipamentos e pessoal em zonas de alto risco, geralmente próximas a zonas de conflitos declarados ou não, por vias terrestres.
 
– A guarda e proteção de proximidade em embarcações civis, plataformas marítimas de exploração petrolífera ou de pesquisas. Bem como a proteção de instalações portuárias das respectivas empresas.
Nas midias sociais é facil encontrar videos e historias de PMC’s e SSO’s em ação, reagindo à tentativas de ataques de piratas.
 
– E, em casos mais extremos, a intervenção e/ou reação em situações de risco quando da inexistência de forças de ordem e/ou militares oficiais em regiões próximas a zonas de conflitos declarados ou não. Sendo esse o caso mais polêmico e geralmente pouco comentado das atividades PMC, pois esbarra nas restrições de legislações nacionais e internacionais, porém é de conhecimento público que muitas regiões aonde essas empresas atuam, a legalidade é uma das situações que já não existe na prática e que facilita a ação de empresas com perfis de operações mais perigosas.
 
Salários
 
Sobre salários, dependendo do nível de especialização, os valores não estão distântes das médias dos salários de militares da ativa. Uma afirmação muito divulgada, mas que não condiz com a realidade é sobre empresas que pagam somas na casa dos US$10 mil para PMC’s de nível básico que atuam em zonas de conflitos, tais como no Iraque, Afeganistão ou países da África. Para efeitos de comparação, o salário base de um soldado da Legião Estrangeira (assim como a maioria de outras forças armadas européias) é de $1.280,00 por mês, podendo subir para $3.000,00 (Euros) sendo isso equivalente à US$3,500.00 (dólares americanos), em caso de missões no exterior em zonas de conflito. Acaba sendo um valor pouco superior ao que um soldado brasileiro ganhava na missão de paz no Haiti.
 
Para se ter uma base de comparação, uma das mais famosas empresas (sediada na Polônia) que fornece PMC’s para emprego em navios comerciais e de Marinhas Mercantes paga em média apenas US$ 1,000.00 (Hum mil dólares) por mês, tendo como vantagens adicionais apenas um boa apólice de seguros para indenizações aos familiares indicados em caso de morte ou invalidez no exercício da função, pagamento de passagens aéreas em caso de deslocamento para o país de residência após missão ou repatriamento de urgência, e, plano de saúde para tratamento de problemas causados por exercício da função (ser ferido em combate, por exemplo) em hospitais poloneses.
 
Obviamente existem empresas que pagam melhores salários e oferecem melhores benefícios, mas tudo vai depender da co-relação entre as especialidades dos profissionais, contrato com a empresa e a atividade fim que será desempenhada. E mais óbvio ainda, a concorrência de profissionais em oferta para essas empresas é grande e com candidatos de alto padrão, para poucas vagas disponíveis.
 
As empresas mais famosas

 

Uma das muitas revistas fisicas especializadas em circulação no exterior dedicadas exclusivamente ao tema.
Atualmente existem diversas empresas que exploram os serviços de segurança especializada em atividades “extremas”, e 10 empresas que são consideradas as mais conceituadas para trabalhar, todas elas sediadas no exterior, são em maioria americanas e britânicas as que dominam 2/3 do mercado, com algumas espanholas, francesas e israelenses repartindo o terço final do mercado (média aproximada), e recentemente algumas novas surgem no cenário advindas do leste europeu. Todas são facilmente encontradas em buscas na internet e possuem links de envio de curriculos facilitados e outras informações básicas bem explicadas. Não informo nomes nem recomendo empresas nessa matéria pois isso foge às regras éticas e profissionais do jornalismo, já que muitas mudam de nome e razão social frequentemente por motivos desconhecidos.
 
Atenção! Os golpes mais comuns e perigos!
 
Obviamente existem empresas de formação e de recrutamento que não agem de forma honesta em muitos lugares do mundo. Como em muitas áreas, existem aproveitadores e até mesmo organizações criminosas e/ou terroristas que cooptam profissionais (principalmente militares da reserva desempregados à um bom tempo ou desligados à bem da diciplina) ou até mesmo usam os bancos de dados com informações de quem envia seus currículos para executarem aliciações e ameaças caso se recusem a colaborar com ofertas de trabalhos que na realidade são intentos de atividades terroristas e/ou criminosas.
 
No caso de golpes simples, os mais comuns são a oferta de cursos que não condizem com o anunciado. A escola/empresa promete treinamentos altamente especialisados e realistas, assim como emprego garantido ao final de uma bateria de pelo menos 3 cursos realizados, mas ao final os cursos são muito abaixo do nível descrito e os empregos nunca passam das entrevistas e testes elaboradamente “encenados”, geralmente dentro das dependências das escolas ou em escritórios que fecham após algumas semanas. Existem casos de “escolas” que ofereciam até mesmo patentes militares, uniformes, gabaritos de concursos públicos, entre outras possibilidades mirabolantes.
 
A INTERPOL junto com a IMO (Organização Marítima Internacional) já alguns anos investigam vários relatos de casos de “PMC’s” e outros profissionais de Marinha Mercante que chegaram a trabalhar por meses embarcados em navios de bandeiras de países do Oriente Médio e África, recebendo apenas a alimentação e a promessa de um pagamento adiantado acima da média depositado em bancos de paraísos fiscais, como Ilhas Caymã, Bahamas e outros. Porém quando após o 6o ou 7o mês de serviço (!?!) todos foram detidos por autoridades policiais de portos africanos ou de países árabes e acusados de atividade mercenária (que é ilegal em muitos países) sendo liberados somente após o pagamento de pesadas fianças pelos serviços diplomáticos dos países dos profissionais aprisionados! Obviamente em casos como esses, o fato de conseguir ser liberado com o pagamento de uma fiança por mais cara que seja já é algo melhor que apodrecer injustamente em uma cadeia africana!
 
Assim como outros crimes como tráfico de seres humanos, a exploração de mão de obra em regime análogo a escravidão também pega de surpresa outros tipos de profissionais mundo afora…
 
Conclusões
 
A aventura sempre vai tentar o ser humano, e, se houver pagamento adequado pela atividade a tentação cresce e acaba aparentemente justificada no seu fim. Que cada um sinta-se livre a procurar o que se acredita ser melhor para si mesmo em sua realização. Mas que se coloque na balança as possibilidades e responsabilidades principalmente para quem tem família. Muitos me perguntam sobre conselhos para o tema, mas prefiro não opinar se vale a pena ou não ir pra Legião Estrangeira (exemplo), ser PMC ou ir trabalhar vestido de Mickey na Disneylầndia. A vida e a responsabilidade pelos atos e consequências pertece a cada um, assim como os “louros da vitória”…
Referências de pesquisas:
 
 
 
 
 
 
 
 


1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia, li essa matéria que para mim foi genial parabéns por ela, venho procurando nos últimos anos como faço para me tornar um pmc ate chegar na sua matéria eu vi também que existem cursos no Paraguai e queria saber aonde no Paraguai e qual os cursos seriam para que eu possa estar obviamente escolhendo um para tentar ingressar na carreira Desde já agradeço pela atenção e mais uma vez parabéns pela sua matéria obrigado

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