Companhia de Engenharia e Combate Pará-quedista celebra seu 69° aniversário de criação

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Foi realizado na última sexta-feira (28) pela 1ª Companhia de Engenharia de Combate Pará-quedista (1ª Cia E Cmb Pqdt), cerimônia alusiva ao seu 69° aniversário de criação. Popularmente conhecida como “Engenharia Pará-quedista” é a única Organização Militar (OM), do gênero.

O evento fora presidido pelo comandante da Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt), general de brigada Helder de Freitas Braga. Prestigiaram ainda o evento eternos comandantes desta OM, comandantes de OM´s Pará-quedistas e da Guarnição da Vila Militar, além de civis convidados.

Durante a solenidade foram agraciados com uma miniatura de Remo, os eternos comandantes: general de brigada (Ref) Iran Carvalho; Coronel (Ref) Jorge Paulo dos Santos Soares; coronel (Ref) Antônio de Oliveira Gama e Filho; coronel (Ref) Gilberto Gueiros da Silva; e major (Ref) Frederico Jorge de Souza Boabaid.

A justa homenagem se faz em prol de manter a lembrança, de quando eles foram comandantes desta OM, na contribuição que cada qual trouxe para a evolução da Engenharia Pára-quedista do Exército Brasileiro (EB).

Durante suas palavras de agradecimento, o comandante 1ª Cia E Cmb Pqdt, capitão Fábio Renan Azevedo de Souza, exaltou a data festiva e a determinação de sua tropa: “Senhores, comemorar esta data, mais do que mera formalidade, é de fato dever soldado que cumprimos ao render homenagens aqueles que construíram o legado de nossa singular subunidade, que nasceu sob o signo do sacrifício  típico da tropa de Engenharia, e que incorporou a audácia, a coragem e a determinação inerentes ao paraquedista”.

Ao término do evento a tropa de engenheiros paraquedistas, de ontem e de hoje, desfilaram em continência ao comandante Bda Inf Pqdt.

Sobre a 1ª Cia E Cmb Pqdt

A história dos Engenheiros Militares Pará-quedista no Brasil teve início em 1951. Sua origem é na Seção de Engenharia da Escola de Pará-quedista do EB, com sede nas instalações da Colina Longa.

Diante do crescimento da atividade militar aeroterrestre, fez-se necessário um aumento na tropa de engenharia responsável pelo apoio técnico/combatente da arma à Escola.

Assim, em 23 de fevereiro de 1951, foi criada a Companhia de Engenharia Aeroterrestre, tendo como seu primeiro comandante o então Capitão de Engenharia Hélios Alberto Moore.

Em 1971, a Companhia herdou suas atuais instalações do então 1° Esquadrão de Cavalaria Leve (1° Esqd C L) “Esquadrão Tenente Amaro”, que fora transferido para a cidade de Valença (RJ), e assim a Companhia passou a ser denominado 1ª Cia E Cmb Pqdt.

As missões da 1ª Cia E Cmb Pqdt diferenciam-se um pouco das outras Companhias orgânicas da Bda Inf Pqdt, haja vista principalmente, o aspecto relativo ao material que em função das características de emprego, precisam ser lançados de uma aeronave em voo.

Principais Missões:

    1. Instalar e desinstalar minas terrestres para defensiva ou ofensiva das tropas paraquedistas, purificar águas, construir pontes provisórias e afins;
    2. Especialistas em petardos e todos os tipos de explosivos;
    3. Apoio a Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf Pqdt), com um Pelotão de Engenharia de Combate (Pel E Cmb) por Força Tarefa (FT), com as missões típicas de Reconhecimento de Engenharia, Manutenção de estradas, Pontes, Instalações, Assistência técnica e Apoio geral de Engenharia.

Podendo prestar tais apoios das seguintes formas:

    • Apoio Direto: Prestado às OM´s que não possuem Engenharia em seu Quadro de Organização (QO);
    • Apoio ao Conjunto: Em prol de toda Bda Inf Pqdt, e ao Comando dela, como construções de Postos de Observação, manutenção da rede mínima de estradas, no que couber, pelo tempo e material disponível e Apoio Suplementar/Específico, estabelecido pelo Escalão Superior (Divisão de Exército).

Observando os objetivos estratégicos do EB e a Estratégia Nacional de Defesa, a arma de Engenharia, vem nos últimos anos atuando de forma proativa como um agente de transformação da Força Terrestre.

A 1ª Cia E Cmb Pqdt vem sendo utilizada, neste contexto, em proveito da Bda Inf Pqdt nas principais missões em que esteve envolvida.