Conheça algumas gírias usadas pelos militares da Marinha do Brasil

‘SAFO’

“Safo” é talvez a palavra mais usual na Marinha. Serve para tudo que está correndo bem, ou para tudo que faz as coisas correrem bem: “Oficial safo, Marinheiro safo. A faina está safa. A entrada é safa, pode demandar: não há bancos”.

‘ONÇA’

“Onça” é também uma expressão de grande uso. Significa dificuldade: “onça de dinheiro, onça de sobressalentes”.

“Estar na onça” é estar em apuros. “A onça está solta”, quer dizer que tudo vai mal.

Essa expressão vem de uma velha história de uma onça de circo, que era transportada a bordo de um navio mercante e se soltou da jaula, durante um temporal.

‘SAFA ONÇA’

“Safa onça” é a combinação das duas expressões anteriores. Significa salvação. Safa onça é tudo que soluciona uma emergência. “Safei a onça, agarrando-me a uma tábua que flutuava…O meu safa onça foi um pedaço de queijo, que ainda restava no barco; do contrário, morreria de fome”.

‘PEGAR’

“Pegar” é o contrário de estar safo. “Estar pegando” significa que não está dando certo: “Tenente, o rancho está pegando! Não chegou a carne! Este marinheiro ainda está muito inexperiente: com ele tudo pega…Comandante, não pude chegar a tempo, a lancha pegou bem no meio da baía!”

Parece que a expressão vem de “pegar tempo”, ou seja, pegar mau tempo. Fulano está pegando tempo, para resolver a primeira questão de sua prova…Aquele marujo não conseguiu safar-se para a parada: pegou tempo, para arranjar um boné novo”.

‘ROSCA FINA’, ‘VOGA LARGA’, E ‘VOGA PICADA’

Na gíria maruja, muitas expressões externam o universal bom humor ou espirituosidade que caracterizam os homens do mar. As expressões “rosca fina”, “voga picada” e “voga larga” são alguns exemplos:

“Rosca fina” (ou ainda “voga picada”) denomina o superior, Oficial ou Praça, que é exigente na observância das normas e regulamentos, bem como na execução das fainas e tarefas, por si e pelos subordinados. O antônimo é o “voga larga”.

A origem do primeiro está no “aperto”, na “pressão” impressa pelo chefe, comparada pelo marinheiro a do parafuso com rosca fina – que “aperta mais”. A segunda vem de “voga”, que é a velocidade da remada ditada pelo patrão aos remadores em uma embarcação a remos. Pode ser uma “voga picada” (regime de velocidade maior, portanto mais exaustivo para os remadores) ou “voga larga” (velocidade amena, mais calma, mais tranquila).





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