Conselho de Segurança da ONU se reúne após exercício militar da Coreia do Norte

Reunião teria sido solicitada por França e Estônia apóso país asiático testar misseis de longa distância no último fim de semana

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O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta quarta-feira (15) para discutir o último exercício militar da Coreia do Norte. Segundo fontes da agência AFP, a convocação foi feita de maneira emergencial por França e Estônia.

Os exercícios militares norte-coreanos foram feitos no último fim de semana, quando o país testou um novo modelo de “míssil de cruzeiro de longo alcance”. O teste foi divulgado na segunda (13) pela agência estatal de notícias KCNA.

Ainda de acordo com a imprensa norte-coreana, chefes do alto escalão militar supervisionaram a operação de perto, que contou com a divulgação de imagens do míssil durante o lançamento e em voo.

Os artefatos percorreram 1.500 km antes de atingirem o mar da Coreia do Norte, informou a KCNA. A agência norte-coreana acrescentou que este míssil é “uma arma estratégica de grande significado” e “a eficiência e a funcionalidade da operação do sistema de armas foram confirmadas como excelentes”.

Após análise das imagens, especialistas apontaram que o exercício militar realizado pela Coreia do Norte demonstrou uma evolução bélica que pode superar sistemas de defesa de outros países.

A Coreia do Sul anunciou que fará uma análise em conjunto com os Estados Unidos sobre o exercício militar norte-coreano. O Japão, por sua vez, destacou que esta arma representa uma “ameaça à paz e à segurança” do país e de toda a região.

Conselho de Segurança da ONU

Formam o Conselho de Segurança da ONU como membros permanentes China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Além deles, Estônia, Índia, Irlanda, México, Níger, Noruega, Quénia, São Vicente e Granadinas, Tunísia e Vietnã ocupam cadeiras provisórias no Conselho.

O Brasil voltará ao Conselho no próximo ano para o biênio 2022-2023 e terá direito a um assento no grupo pela 11ª vez na história.

  • Com informações da agência AFP