Corpo de Fuzileiros Navais celebrou com cerimônia militar seus 212 anos

O Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) promoveu na última quinta-feira (05), cerimônia alusiva aos 212 anos de criação do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). O evento foi realizado no pátio de formaturas do CGCFN, na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras (RJ).

A cerimônia, contou com a presença do comandante da Marinha, almirante de esquadra, Ilques Barbosa, do comandante-geral do CFN, almirante de esquadra (FN) Alexandre José Barreto de Mattos, e foi presidida pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo.

O ministro da Defesa destacou, durante coletiva que a contribuição dos fuzileiros navais com a sociedade vem sendo feita desde a chegada da família real portuguesa no Brasil, em 1808.

“Enquanto oficial-general do Exército, participei de diversas operações conjuntas com o CFN, como a missão no Haiti, as olimpíadas, entre outras. Desde o ano passado, quando assumi o Ministério da Defesa, estamos sempre contando com a participação dos fuzileiros navais em operações e terminamos, hoje, a greve dos PMs no Ceará. São uma tropa aguerrida, vibrante, disciplinada e altamente profissional”, enfatizou.

Autoridades militares prestigiaram a celebração, entre os quais, destacam-se antigos ministros e ex-comandantes da Marinha, ex-comandantes-gerais do CFN, Oficiais-Generais da Marinha e da Força Aérea Brasileira, representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário, autoridades civis, convidados e familiares.

Em sua leitura da Ordem do Dia o comandante do CFN, exaltou a tropa de pelo seu profissionalismo, ressaltando que o CFN vem ampliando e consolidando sua disposição em servir à sociedade brasileira ancorado nos valores de honra, competência, determinação e profissionalismo.

“Em 2020, o Corpo de Fuzileiros Navais terá destaque ao valor profissionalismo, que é aquele que reúne atitudes morais e éticas, pautadas na disciplina e na qualificação técnico-profissional, para que se busque o cumprimento do dever sob qualquer circunstância, zelando sempre pela adequada utilização de recursos”, falou o comandante geral do CFN.

A cerimônia também marcou a entrega da medalha Mérito Anfíbio em reconhecimento aos militares que, em exercícios e operações, distinguiram-se pela exemplar dedicação e pelo aprimoramento de sua condição de combatente anfíbio.

Foram agraciados 52 militares com quatro âncoras em ouro, prata ou bronze. No evento, o Cabo Fuzileiro Naval de Máquinas e Motores Gilmar Correia da Silva, eleito Fuzileiro Padrão 2019, foi homenageado, com o recebimento de duas placas de distinção.

O Corpo de Fuzileiros Navais

O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, tem origem na Brigada Real da Marinha, que fora criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da Rainha D. Maria I, e chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a Família Real Portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão. Dizia o Alvará:

“Eu, a Rainha, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que tendo-me sido presentes os graves inconvenientes, que se seguem, ao meu Real Serviço, e à disciplina da Minha Armada Real, e o aumento de despesa que se experimenta por haver três corpos distintos a bordo das naus e outras embarcações de guerra da Minha Marinha Real, quais são os Soldados Marinheiros: sendo conseqüências necessárias desta organização, em primeiro lugar, a falta da disciplina que dificilmente se pode estabelecer entre os Corpos pertencentes a diversas repartições: em segundo, a falta de ordem, que nascem de serem os Serviços de Infantaria e de Artilharia, muito diferentes no mar do que são em terra: e ser necessário que os Corpos novamente embarcados aprendam novos exercícios a que não estão acostumados. Sou servida mandar criar um Corpo de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores debaixo da Denominação de Brigada Real da Marinha… ”.

O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória, garantindo para o Brasil o atual estado do Amapá.

Nesse mesmo ano, 1809, D. João Rodrigues Sá e Menezes, Conde da Anadia, então Ministro da Marinha, determinou que a Brigada Real da Marinha ocupasse a Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, onde até hoje os Fuzileiros Navais têm seu “Quartel-General”.

Adsumus

O lema do Corpo de Fuzileiros Navais é a expressão em latim “ADSUMUS”, que, na língua portuguesa, significa “Aqui estamos!”. O lema surgiu no ano de 1958, próximo às comemorações do aniversário de 150 anos do CFN, quando o então comandante-geral do CFN, almirante-de-esquadra (FN) Leônidas Telles Ribeiro pediu a sua esposa, Sra. Violeta Telles Ribeiro, que sugerisse algo apropriado para ser usado. Após o almirante haver saído para uma caminhada, D. Violeta redigiu o seguinte texto:

“Nesta hora de júbilo e orgulho em que o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil comemora seus 150 anos, não há de faltar à gloriosa corporação o panegírico merecido de seus feitos de honrosa tradição. Mas, além disso, será imprescindível que se ofereça ao homenageado um presente, algo que marque de maneira expressiva os feitos gloriosos de sua História. Vamos dar-lhe uma divisa. Qual a divisa apropriada para os Fuzileiros do Brasil? “ADSUMUS”, ou seja, aqui estamos, prontos para servir, lutar e vencer. Há 150 anos está gravado em cada coração fuzileiro o seu lema. Esta é a divisa do Corpo de Fuzileiros Navais do BRASIL: ADSUMUS”.

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