Cortes no Ministério da Defesa afetam projetos vitais das Forças Armadas

Os principais projetos estratégicos do Ministério da Defesa (MD), os quais muito vitais para modernização e reaparelhamento das Forças Armadas, sofreram pesado baque ao ser anunciado o corte no orçamento da pasta.

Programas como a construção dos submarinos diesel-elétrico e de propulsão nuclear pela Marinha do Brasil (MB), o sistema de vigilância da Amazônia e proteção das fronteiras do Exército Brasileiro (EB) e até a compra dos caças Gripen, pela Força Aérea Brasileira (FAB) estão sob ameaça.

Um dos maiores cortes é o da aquisição de 36 caças pela FAB, que teve R$ 447 milhões bloqueados de um total de R$ 1,346 bilhão autorizado no Orçamento deste ano. Outro projeto duramente atingido é o HXBr, que reforça as Forças Armadas com 50 helicópteros e deveria ter sido concluído em 2018.

Sem recursos suficientes, o projeto já foi adiado e mais de uma dezena de equipamentos serão entregues somente em meados de 2022. A empresa Airbus Helicopters, que é detentora da patente dos helicópteros, já pediu reequilíbrio econômico do contrato por conta do atraso.

Com o decreto de contingenciamento, a União deixará de aportar também R$ 2,5 bilhões na Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) neste ano. A capitalização, prevista na lei orçamentária, serviria como um arranjo contábil para permitir que a estatal comprasse quatro novas corvetas para equipar a Marinha.

  • Com informações do Jornal Valor Econômico


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