Crise na Síria faz com que a Russia aumente presença de sua Marinha no Mar Mediterrâneo

A Marinha Russa, vem aumentando gradativamente a sua presença junto ao Mar Mediterrâneo, face as crescentes tensões relacionadas a guerra na Síria, segundo relatório divulgado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nesta quarta-feira dia 29. O relatório da conta de que a Federação Russa forneceu apoio militar, considerado altamente fundamental para forças do governo sírio, que deverão intensificar a ofensiva na província de Idlib, ao norte do país, onde concentra-se a última grande fortaleza rebelde do país.

“Não vamos especular sobre a intenção da frota russa, mas o importante é que todos os atores da região se abstendo na piora e já desastrosa situação humanitária na Síria”, disse a porta-voz da OTAN, Oana Lungescu, nesta quarta-feira. Vários navios russos estão equipados com mísseis de cruzeiro, acrescentou a porta-voz. A agência de notícias Associated Press (AP), informa que pelo menos oito navios, incluindo um navio de mísseis e dois submarinos de mísseis, se juntaram à frota russa nas últimas três semanas, e que segundo à imprensa local existe cerca de 15 navios da Marinha Russa no Mediterrâneo.

O Ministério da Defesa Russo, reiterou que os rebeldes sírios estão se preparando para um ataque com armas químicas em Idlib, como uma provocação para o Ocidente atacar as forças sírias. Jornais Russos publicaram que, o aumento naval no Mediterrâneo está relacionado a essa situação. “Os Estados Unidos e seus aliados forçaram a Rússia a enviar um poderoso grupo naval para o Mediterrâneo”, escreveu uma das publicações na terça-feira (28). Segundo os países ocidentais as forças do governo sírio realizaram ataques químicos durante a guerra civil no país. Os Estados Unidos prometeram contra-atacar se as forças sírias usarem armas químicas em Idlib.

No início deste ano, os EUA lideraram um ataque contra Damasco, ao lado do Reino Unido e da França, contra supostos ataques químicos realizados no país. A maior parte dos mísseis lançados contra o território sírio foram neutralizados pelos sistemas de defesa antiaérea. Tanto a Síria quanto a Russia negam que as forças do governo tenham usado armas químicas.

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