De defesa antiaérea à dúvida sobre carro aberto: veja 6 pontos da posse de Bolsonaro

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Por algumas curiosidades e pelo esquema de segurança extremamente rigoroso, a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, será singular. A presença tanto de líderes conservadores, como os primeiros-ministros Viktor Orbán (Hungria) e Benjamin Netanyahu (Israel), quanto de sul-americanas, como o presidente boliviano Evo Morales, será só um dos ingredientes.  Entre os milhares de policiais militares escalados para trabalhar na posse e os mísseis antiaéreos colocados à disposição pelas Forças Armadas, listamos seis pontos da posse de Jair Bolsonaro, que acontecerá no próximo dia 1º em Brasília.

Terrorismo e carro aberto

A Polícia Federal revelou estar investigando uma ameaça de ataque terrorista durante a posse de Jair Bolsonaro. A autoria seria de um grupo radical que reivindicou ter colocado uma bomba em uma igreja em Brazilândia, região administrativa do Distrito Federal, na madrugada do Natal, o artefato explosivo foi desarmado pela Polícia Militar. No site do grupo autodenominado “antipolítico e terrorista”, há um texto considerado pela Polícia Civil como ameaça ao presidente eleito. “Se a facada não foi suficiente para matar Bolsonaro, talvez ele venha a ter mais surpresas em algum outro momento, já que não somos os únicos a querer a sua cabeça”, diz o trecho do texto. A Polícia Federal, no entanto, informou que a posse correrá normalmente, independentemente das ameaças. Uma das questões mais delicadas e que está diretamente atrelada à segurança da posse é o desfile em carro aberto – ainda não confirmado por Bolsonaro, que deve decidir sobre o assunto em cima da hora.

Sistema de defesa antiaéreos

RBS 70

A segurança não será reforçada só em terra. A Força Aérea Brasileira (FAB) já afirmou que estará com aeronaves e o Exército Brasileiro, fará uso de sistema de defesa antiaéreos para coibir qualquer ameaça. A logística montada segue a dos grandes eventos que o Brasil sediou nos últimos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, onde o espaço aéreo será restrito. O presidente Michel Temer ainda assinou um decreto em que autoriza a FAB, abater qualquer aeronave em atitude “suspeitas ou hostis, que possam apresentar ameaça à segurança”, no dia da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro. O texto leva em conta todo o espaço aéreo brasileiro, e não apenas a área em que haverá restrições de voo.

Plano rígido de segurança

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e as Forças Armadas vão se unir no dia 1º para garantir a segurança da posse do presidente eleito. Cerca de 2,6 mil policiais militares, 36 agentes do Detran e outros 350 militares do Corpo de Bombeiros serão responsáveis pelas 500 mil pessoas que devem acompanhar a posse. Os interessados em comparecer ao evento terão de passar por vistorias e revistas em quatro pontos próximos à Rodoviária do Plano Piloto. Está vetada a entrada de objetos como fogos de artifício, objetos cortantes, drones, armas de fogo, produtos inflamáveis, animais de estimação, carrinhos de bebê e guarda-chuvas.

Doze chefes de Estado

Primeiro-Ministro Viktor Orbán (Hungria)

O presidente, Jair Bolsonaro, tomará posse diante de uma lista extensa de convidados. A celebração será em quatro etapas, que começa na Catedral de Brasília e termina com um coquetel no Palácio do Itamaraty. Para este evento, foram convidadas pelo presidente e pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, 140 pessoas, em sua maioria familiares e funcionários do gabinete. A previsão é que cerca de duas mil pessoas, entre deputados, senadores, ex-parlamentares e os eleitos para o Legislativo em outubro, acompanhem a parte da cerimônia que será no Congresso Nacional. No Planalto, onde Temer passará a faixa presidencial para Bolsonaro, o número deve ser mais enxuto por conta do limite de 1,5 mil convidados para o espaço. A posse ainda vai contar com 12 chefes de Estado e de governo, incluindo os premiês conservadores Benjamin Netanyahu e Viktor Orbán, além de outras autoridades. 

Primeira vez de um chefe do governo de Israel no Brasil

Entre os líderes de Estado que comparecerão a posse de Bolsonaro, chama atenção a presença de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. Pela primeira vez, nos 70 anos de existência do país, um chefe de governo do Estado judeu vem ao Brasil. O encontro entre o presidente eleito e o líder israelense acontece em meio à acusações de corrupção em Israel. No começo de dezembro, a polícia israelense denunciou o premiê pela terceira vez em sua gestão. As acusações citam recebimento de propina, fraude e quebra de decoro. Outro fator importante dessa visita são as relações econômicas entre os países. Bolsonaro já afirmou que pretende estreitar as negociações entre Brasil e Israel, principalmente na área da tecnologia de segurança, maior item de exportação israelense.

Fonte: UOL
Publicado em: 30/12/18

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