De HMS Ocean a PHM Atlantico. Marinha do Brasil recebe o seu mais novo capitânia

O PHM “Atlântico” (A-140), após ser incorporado à Marinha do Brasil, em Plymouth Reino Unido, e ter iniciado a sua viagem de regresso ao Brasil em 1.º agosto com uma escala em Lisboa – Portugal, finalmente chegou ao Brasil na manhã do dia 25 de agosto, e fora recebido com honras pela Esquadra Brasileira durante um desfile naval pela orla do Rio de Janeiro. O novo Capitânia da Esquadra, atracou no cais do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro por volta das 14h, onde familiares e amigos aguardavam a chegada da tripulação. A grande belonave, fora projetada e concebida para realizar tarefas de Controle de áreas marítimas, projeção de poder sobre terra, pelo mar e ar, já que tem ao seu dispor uma considerável capacidade de suporte em ações humanitárias.

Esta capacidade visa dar à uma Força Naval em operações de guerra naval, todo suporte que for necessário, seja com a evacuação aeromédica de feridos ou ser empregado em missões estratégicas de logísticas, transportando militares, munições e equipamentos. Também, uma de suas missões é a de caráter humanitário, prestando auxílio a vítimas de desastres naturais, de evacuação de pessoal e operações de manutenção de paz. Autoridades estiveram a bordo para conhecer e dar as boas vindas ao “Atlântico” dentre elas podemos destacar: o Ministro da Defesa, General Silva Luna; o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Leal Ferreira; O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Caroli e o Embaixador do Reino Unido no Brasil, Srº Vijay Rangarajan.

De HMS Ocean a PHM Atlântico, 

Foto: Royal Navy

A embarcação, originalmente batizada pela Royal Navy de HMS Ocean, fora construída pelo tradicional estaleiro britânico Vickers e prestou inúmeros serviços relevantes à Marinha Real por vinte anos. Projetado para operações navais anfíbias, com ênfase em desembarque de tropas com o apoio de helicópteros de ataque e transporte. Consta em seu histórico, várias operações que vão desde o Kosovo até a América Central. No ano 2000, participou da Operação Palliser, intervenção britânica em Serra Leoa. No mesmo ano, foi incorporado ao grupo de combate do porta-aviões HMS Illustrious, na Guerra do Iraque e fez parte da Operação Telic. Em 2010 prestou ajuda humanitária durante as erupções do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia. Em 2011, por sua vez, participou da Operação Unified Protector, durante a intervenção militar na Guerra Civil Líbia. Em 2012, o navio passou por uma grande reforma feita pela empresa Babcock, que pode vir a ser uma futura parceira da Marinha do Brasil.

Foto: Royal Navy

Em 2017, o governo do Reino Unido colocou o navio a venda com um preço de £ 80,3 milhões (US$ 105,8 milhões), o governo brasileiro mostrou-se interessado na aquisição da embarcação, e o mesmo chamou de “conveniente” o valor pedido pelos Ingleses. Ao mesmo tempo, o governo turco também mostrou interesse pelo navio. Assim em dezembro de 2017, o Ministério da Defesa do Brasil em conjunto com a Diretoria Geral de Material da Marinha, entraram em negociações formais para comprar o HMS Ocean junto ao governo Inglês, com o intuito de substituir o Nae São Paulo (A12). Ainda em dezembro, o governo brasileiro acertou oficialmente a compra da embarcação por £ 84 milhões (R$ 359,5 milhões). O HMS Ocean foi descomissionado pela Royal Navy em março de 2018 e comissionado pela Marinha do Brasil, em 29 de junho e sendo rebatizado de “Atlântico”. Agora após esta sua chegada triunfal em águas “Brasilis”, muito ainda há de fazer para que, o navio esteja a contento e funcionando com sua total capacidade plena em nossa Esquadra, onde enxerga-se que ele esteja totalmente operacional até 2020.

Características Gerais:

Infográfico Marinha do Brasil
Fabricante

Vickers Shipbuilding & Engineering, Kvaerner Govan Barrow-in-Furness, Inglaterra

   Lançamento

30 de maio de 1994

   Comissionamento

29 de junho de 2018

   Outro(s) nome(s)

HMS Ocean (L12)

   Classe

Porta-helicóptero Multipropósito

   Deslocamento

21 578 tons

   Largura

35 m

   Comprimento

203,4 m

   Calado

6,5 m

   Propulsão

2x motores Crossley Pielstick 12 cilindros

   Velocidade

19 km/h (cruzeiro)
33 km/h (máxima)

   Autonomia

13 000 km

   Armamento

4× metralhadoras 30mm DS30M Mk2
Miniguns
Metralhadoras

   Sistemas

Radar Type 997 Artisan 3D
Radar Type 1008 Navigational
2× Radares Type 1007 de controle aéreo

   Aeronaves

Até 18 helicópteros

   Tripulação

285 oficiais e marinheiros
180 pessoal de voo 

   Veículos/Tropas

até 40 veículos;
até 800 Fuzileiros Navais

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