Desfile Militar irá mostrar ambição de Pequim que ao mesmo aumenta segurança durante o evento

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Veículo militar chinês carregando um míssil balístico encoberto passa pela Avenida Jianguomenwai durante um ensaio para o 70º aniversário da China comunista, em Pequim. (Andy Wong / Associated Press)

Previsto para terça-feira, 01 de outubro, o desfile militar que o governo chinês está preparando irá oferecer uma rara oportunidade de se conhecer o verdadeiro poderio de seu arsenal.

O desfile destacará a ambição de Pequim de impor seus termos a Taiwan, o mar do sul da China e outros territórios disputados — e desafiar Washington como a força dominante da região.

Há expectativa de que um míssil nuclear que poderia atingir os Estados Unidos em 30 minutos seja demonstrado no evento. Pequim segue se aproximando das capacidades militares de Washington e outras potências em termos militares.

Caças da Força Aérea chinesa foram avistados nos céus de Pequim. A estrela do dia deve ser o caça Chengdu J-20, que entrou em produção massificada recentemente e conta com os turbo-motores russos da família AL-31, que equipam os famosos Sukhoi.

Dois novos drones supersônicos também foram flagrados pela imprensa nos ensaios para a parada militar. Os equipamentos (identificados pelo jornal South China Morning Post como Wuzhen-8 e Espada Afiada) foram descritos pelo veículo como “fundamentais” em caso de conflito com grupos de ataque de porta-aviões dos EUA no Mar do Sul da China ou no Pacífico Ocidental.

O Exército de Libertação Popular, o maior exército do mundo, com 2 milhões de homens e mulheres de uniforme e o segundo maior gasto anual depois dos Estados Unidos, também está trabalhando em aviões de combate, o primeiro porta-aviões fabricado na China e submarinos movidos a energia nuclear.

“Muitos observadores, incluindo os militares dos EUA, dizem: ‘Isso está chegando perto do que fazemos’, e eles estão começando a se preocupar”, diz Siemon Wezeman, do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo.

O desfile de terça-feira incluirá 15.000 soldados, mais de 160 aeronaves e 580 peças de equipamento militar, de acordo com o porta-voz do Ministério da Defesa, general Cai Zhijun.

Preocupação com protestos e segurança reforçada

“A Defesa Civil Municipal alerta: conforme aprovado pelo governo municipal, a área externa ao 5º anel rodoviário de Pequim testará hoje o alarme do sistema de defesa área. ”

A mensagem, recebida por todos os telefones registrados na capital chinesa há duas semanas, seria mais um aviso não fosse a ocasião especial para a qual a cidade se prepara: a celebração do 70º aniversário da fundação da República Popular da China.

Os serviços de VPN (que desviam as conexões de internet originadas na China para servidores no exterior, burlando sites e serviços bloqueados pelo governo) também estão funcionando com interrupções.

Oficialmente proibidos (porém tolerados), os aplicativos têm apresentado falhas de conexão frequentes e já causaram pelo menos uma situação curiosa.

Editor-chefe do tabloide estatal Global Times e membro do Partido Comunista, Hu Xijin foi até o Weibo (versão chinesa do Twitter) reclamar do controle. “A chegada do Dia Nacional têm tornado extremamente difícil acessar a internet. Até nosso trabalho no Global Times foi afetado”, escreveu.

A checagem para quem visita a Praça da Paz Celestial foi reforçada. A conferência de documentos e revistas pessoais aumentou desde o início de setembro, causando filas enormes nos postos de controle de segurança.

Conforme a data se aproxima, a imprensa chinesa já começa a vazar alguns dos detalhes da cerimônia, prevista para começar na manhã de terça-feira. A tradicional parada militar promete ser uma das maiores da história moderna chinesa e uma oportunidade para demonstração de força com os últimos avanços da indústria de defesa nacional.

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