Destino de base militar dos EUA na Espanha ganha novo capítulo

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Rota, na Espanha, é a sede de uma base da Marinha dos EUA desde a Guerra Fria, porém, atualmente é necessário renovar o convênio que permite aos EUA ocupar o local, assim a Marinha vem estudando outras localizações, contudo a região no sul da Espanha depende dos aportes econômicos da presença da base.

A presença norte-americana é parte indivisível da essência local. Desde 1953, Rota é um pedaço dos EUA em território espanhol, que controle a porta de acesso ao mar Mediterrâneo.

Contudo, atualmente a permanência norte-americana está em debate, não somente nas ruas da localidade, mas também nas altas esferas. Os EUA consideram se realocar para o Marrocos e a possibilidade de usar, segundo informa o jornal El Español, a base naval de Alcácer-Ceguer como fundeadouro para suas embarcações.

Ainda assim, os EUA não confirmam esta mudança ao outro lado do estreito, além de afirmarem não ter recebido nenhuma proposta do Marrocos. Contudo, sem dúvidas, este fato já pesa nas negociações com a Espanha.

O convênio de 1988, firmado entre EUA e Espanha, deve ser renegociado até 2021. Porém, o rumo destas negociações ainda é desconhecido.

Um inquilino incômodo

A base chegou ao país europeu durante o período em que Francisco Franco esteve no poder. Atualmente, os 2,3 mil hectares ocupados pela base militar, com um mandatário norte-americano tão imprevisível como Donald Trump, possuem uma nova conotação para a Espanha.

“Rota está preparada para receber mais efetivos e a possível ampliação, mas precisamos de tempo e informação para tirar maior proveito. É necessário considerar que a base ocupa uma quarta parte do município, isso não é gratuito, a base deve trazer benefícios para a população local”, explica o prefeito de Rota, Javier Ruiz Arana.

Rota como enclave de abastecimento é essencial para o controle do Mediterrâneo e Oriente Médio e isso a converte em possível foco de represália.

Tradicionalmente, mais atividade militar implica mais atividades econômica na região, com a presença de milhares de cidadãos norte-americanos, o que reduz os receios da população local. No aspecto político, poucas vozes se pronunciam contra a base, conscientes de que é o principal motor econômico e de emprego de Rota.

“Temos uma servidão enorme, uma dependência que nos escraviza durante décadas porque a base oferecia expectativa de emprego e estabilidade econômica, mas, com o passar do tempo, essa expectativa se deteriorou […]”, confessa Imaculada Nieto, porta-voz de uma frente política no parlamento da Andaluzia.

  • Com agências internacionais

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