Destroyer da U.S. Navy faz escala em Port Sudan junto com fragata da Marinha Russa

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Imagens via U.S. Navy e Russian MoD.

A presença da fragata da Marinha Russa “Almirante Grigorovich” em Port Sudan mal foi anunciada quando o contratorpedeiro americano USS Winston S. Churchill aportou ali para uma escala que estava “agendada” a priori. Não existem maiores informações se a fragata da Marinha Russa “Almirante Grigorovich” também tinha sua aportagem agendada na mesma data por coincidência ou se foi uma manobra de exibição de presença de última hora.

Além disso, em 24 de fevereiro, o navio de transporte USNS Carson City fez escala em Port Sudan. Um acontecimento visto que foi o primeiro navio americano a ir para o Sudão em “décadas”. Isso “ressalta o compromisso dos Estados Unidos em construir uma parceria com as forças armadas sudanesas“, argumentou US Africom, o comando militar dos Estados Unidos para a África.

O envio de um navio militar a Port Sudan obviamente não foi por acaso: em novembro, soubemos que Moscou havia assinado um acordo com Karthoum com o objetivo de estabelecer um fulcro para a marinha russa naquele país. No detalhe, este último estaria autorizado a enviar simultaneamente até quatro navios, incluindo propulsão nuclear. Além disso, as autoridades sudanesas não têm controle sobre as atividades realizadas a bordo de navios russos.

De qualquer forma, mal o USNS Carson City saiu, a fragata “Almirante Grigorovich” da Frota Russa do Mar Negro chegou a Port Sudan para “reabastecer” lá. Uma primeira vez, lá também.

“A tripulação da fragata Almirante Grigorovich […] visitou o Porto Sudão, onde, ao abrigo de um acordo entre a Rússia e a República do Sudão, será estabelecido um ponto de apoio logístico para a Marinha russa”, disse o Ministério da Defesa russo em 28 de fevereiro.

Esta escala “faz parte do desenvolvimento das relações diplomáticas” entre a Rússia e o Sudão, argumentou no mesmo dia, o Estado-Maior sudanês.

“Esta visita será uma oportunidade para os líderes militares sudaneses e americanos se envolverem em negociações para explorar mais as possibilidades de trabalhar juntos e estabelecer as bases para um relacionamento comprometido com a segurança e estabilidade na região“, disse a Marinha dos EUA em um comunicado. O navio americano receberá a visita de uma delagação sudanesa, em homenagem à qual será dada uma “recepção”.

“Esperamos fortalecer nossa amizade por meio de maiores interações no mar e em terra”, disse o Contra-Almirante Michael Baze, 6ª Frota do Estado-Maior da Marinha dos EUA. “Com um governo de transição liderado por civis no Sudão, estamos nos esforçando para construir uma parceria entre nossas duas forças armadas”, disse ele.

O Sudão se tornará palco de uma luta por influência entre os Estados Unidos e a Rússia? De certa forma, já é, com a China como bônus … De qualquer forma, desde que a queda do presidente Omar al-Bashir e Karthoum normalizaram suas relações com Israel, Washington está aumentando sua atenção às autoridades sudanesas.

A começar pela retirada do país da lista americana de estados acusados ​​de apoiar o terrorismo e ajudar a quitar parte de sua dívida com o Banco Mundial.

  • Com informações da U.S. Navy, France 24 e OPEX 360 via redação Orbis Defense Europe.