DGS Defense entrega mais uma lancha blindada à Marinha do Brasil

Lancha 'Mangangá', da Marinha do Brasil, vai auxiliar no combate aos crimes transfronteiriços
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A DGS Defense, empresa brasileira estratégica de Defesa, entregou à Marinha do Brasil na última quarta-feira dia 27, a terceira embarcação blindada modelo DGS 888 Raptor, a qual foi batizada com o nome de “Mangangá”, e irá auxiliar as autoridades policiais, alfandegárias e ambientais no combate ao narcotráfico, pirataria e aos crimes ambientais na região do Porto de Santos, litoral de São Paulo. “A lancha irá atuar na repressão contra crimes transfronteiriços (contrabando, exploração sexual, evasão de divisas, crimes ambientais e tráfico de drogas, pessoas, armas e munições), em coordenação com outros órgãos. São ações específicas de zonas de fronteira”, explica o Comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Claudio Henrique Mello de Almeida.”.

 

 

Lancha ‘Mangangá’, da Marinha do Brasil, está em operação no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

O Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste, sediado em Santos/SP, foi escolhido para receber a embarcação pelas características do porto. A Marinha opera embarcação idêntica em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, e na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, onde foi apelidada de “Caveirão Marítimo” em referência aos carros blindados da Polícia Militar utilizados na capital fluminense. A embarcação tem nove metros de comprimento, navega em regiões com profundidade mínima de 50 centímetros podendo atingir mais de 70 km/h. Além de ter capacidade de abrigar cinco militares na cabine, cuja blindagem suporta tiros de fuzil, e pode ser equipada com metralhadoras. Todas foram fabricadas pelo estaleiro DGS Defense, no Rio de Janeiro.

Segundo o comandante do grupamento, o capitão de fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, a embarcação tem capacidade de navegação em águas rasas, além de possuir equipamentos de visão termal, radar e sensores que permitem o patrulhamento 24h e em qualquer condição de mar, inclusive na região dos fundeadouros, que são áreas de mar aberto onde navios aguardam para acessar o cais. A velocidade e facilidade de navegação da lancha desenvolvida pela DGS Defense pode oferecer pronta e rápida resposta, em apoio aos outros órgãos. A embarcação já está em operação no litoral de Santos, SP.

‘Mangangá’ pode ser equipada com metralhadoras; lancha está operação no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

Segundo ele, a Mangangá pode oferecer pronta e rápida resposta, em apoio aos outros órgãos, em casos que envolvam o embarque de drogas em navios mercantes, a partir de barcos menores com criminosos, e até mesmo invasão de “piratas” por motivos diversos a cargueiros. O objetivo, pela agilidade, também é evitar crimes ambientais. O nome escolhido, segundo a autoridade marítima, faz referência à espécie de peixe-pedra ou peixe-escorpião, que tem espinhos venenosos espalhados na região dorsal. Como o animal vive em águas rasas e se camufla entre corais e pedras, pode ser facilmente pisado. “A dor é tão intensa que nem a morfina consegue aliviar”, definiu a Marinha.

Dados técnicos da embarcação

A DGS 888 RAPTOR é resultado de estudo realizado pela DGS Defence, contando com assessoramento técnico da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. Ela atende e supera todos os requisitos desejáveis para uma embarcação tática de alto desempenho. Possui alta velocidade e grande autonomia, grande manobrabilidade autonomia; grande manobrabilidade e baixíssimo calado em função de sua propulsão por hidrojato; proa e popa baixas para facilitar o embarque e desembarque em praia ou margens; cabine blindada e grande volume de fogo graças ao pedestal para 7,62 mm no teto da cabine. A DGS 888 RAPTOR possui operação extremamente básica e simples, facilitando a formação e treinamento de pilotos. Também tem baixo custo de manutenção.

Sobre a DGS Defense

Foto: Anderson Gabino

Com 11 anos de atividade e mais de 80 embarcações operando na Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, órgãos de segurança entre outras instituições, a DGS Defense consolida seu trabalho como único estaleiro brasileiro dedicado a projetos e construção de embarcações táticas (blindadas ou não) para as áreas de Defesa e Segurança. Ao longo dos últimos anos, a DGS Defense desenvolveu e detém a patente das ETRH’s (Embarcações Tubulares Rígidas Híbridas – Extreme Hull – XH®). Único fabricante nacional desse tipo de embarcação, as ETRH’s não afundam, não propagam chamas, têm longa vida útil e baixo custo de manutenção, pois são 100% fabricadas com um composto termoplástico híbrido de alta densidade e ultra-alto peso molecular.

  • Com informações do G1 Santos e DGS Defense

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