Dia do Marinheiro – 13 de Dezembro

Nascido em 1807, na cidade de Rio Grande, estado do Rio Grande do Sul, começou a sua longeva carreira aos 15 anos, como voluntário da Armada, indo servir na Fragata “Niterói”, onde participou da perseguição à frota portuguesa que deixava a Bahia, e tomando assim parte na campanha pela consolidação da Independência.

No retorno a capital do Brasil, foi matriculado na Academia Imperial; porém, antes de concluir o curso, seguiu para combater na revolta conhecida como “Confederação do Equador”. Obteve um desempenho tão destacado que o Imperador lhe promoveu ao posto de Segundo-Tenente, facultando-o à alcançar o oficialato.

Posteriormente, participou da Guerra Cisplatina, onde se tornou um herói, participando de vários episódios importantes dessa guerra, recebendo ali seu primeiro comando de um navio, aos 18 anos de idade.

No período Regencial, tomou parte ativa na pacificação de várias insurreições. Viveu, portanto, em um período muito importante da consolidação do Estado nacional.

Como Capitão de Mar e Guerra, foi o primeiro Comandante da Fragata a vapor D. Afonso, primeiro navio de guerra de grande porte com propulsão a vapor incorporado pela Marinha do Brasil.

Em uma das provas de mar ao largo da cidade inglesa de Liverpool, salvou membros da tripulação e passageiros do navio Ocean Monarch, que levava imigrantes para os Estados Unidos.

Já de volta ao Rio de Janeiro, ainda comandante da D. Afonso, prova que além de seus heroísmos em batalhas, os fazia também em época de paz, quando salvou a Nau da Marinha portuguesa “Vasco da Gama”, com sua tripulação que afundava, em meio a uma tempestade conseguindo rebocar e trazer para dentro da Baía de Guanabara.

Como Almirante, comandou a Força Naval brasileira no Rio da Prata entre os anos de 1864 a 1866. No conflito contra o Paraguai, organizou toda a logística necessária para a manutenção dessa Força, e conduziu o início do bloqueio, estratégia que selou o destino do Paraguai.

Participou de vários movimentos internos. Tamandaré está entre o seleto grupo de brasileiros que contribuiu para resguardar o Brasil da desagregação e para a concórdia e paz do extremo norte ao extremo sul do Brasil.

As muitas qualidades e, sobretudo, o caráter do Almirante Tamandaré, comprovado por suas ações, são exemplos, não somente para os bons marinheiros, mas para os brasileiros de todos os tempos; relembrá-las é um exercício de patriotismo e inspiração.

Foi Ministro do Supremo Tribunal Militar, do qual aposentou-se pouco antes de morrer. Teve sua exemplar conduta reconhecida pela nação ao ter seu nome inscrito no livro de heróis da pátria.

A escolha de seu nome para Patrono da Marinha não podia ser melhor. Quando foi proclamada a República, Tamandaré continuou na ativa, pois considerava-se um servidor do Brasil e não de um regime (era monarquista).

Faleceu, no Rio de Janeiro, em 20 de março de 1897, deixando, em seu testamento, um último pedido, o qual resume bem o seu caráter e a sua postura de vida:

“Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: Aqui jaz o velho marinheiro! ”

Em 4 de setembro de 1925, o Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino Faria de Alencar instituiu o dia 13 de dezembro (data de seu nascimento) como o Dia do Marinheiro, homenageando assim o Almirante Joaquim Marques Lisboa – Marquês de Tamandaré, para eternidade.