Diretor de Gestão Programas da Marinha garante construção de navios em Itajaí: “não tem volta”

O vice-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, diretor da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), garantiu na manhã desta quinta-feira (16), a empresários de Santa Catarina, que o bloqueio de verbas do governo federal não vai afetar o andamento do projeto de construção de quatro navios da Marinha do Brasil (MB) em Itajaí.

Ele fez tal afirmativa durante reunião do Comitê da Indústria da Defesa (Comdefesa), da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Segundo o vice-almirante, o recurso previsto para a empreitada, de R$ 2,5 bilhões, está contingenciado; mas acredita que isso será revertido no segundo semestre. Esse projeto não tem volta. O Brasil e a MB precisam modernizar a frota; afirmou.

O vice-almirante explicou que as atuais corvetas brasileiras estão chegando à 36 anos de vida e estão obsoletas. A média mundial para esse tipo de embarcação é de 30 anos de uso, com projetos de atualização na metade desse período. As embarcações são usadas em serviços estratégicos como a defesa da Amazônia Azul.

A MB foi a principal atingida pelo bloqueio de verbas no setor de Defesa, que soma R$ 13 bilhões. O recurso para as corvetas está com a Engepron, empresa de projetos da MB que negocia os termos do contrato com o consórcio Águas Azuis, vencedor da concorrência pública para construção das embarcações.

O grupo tem entre as consorciadas a alemã Thyssenkrupp Marine System (TKMS) e a Embraer, com previsão de transferência de tecnologia o que dará um upgrade à construção naval militar brasileira. Em Itajaí, a construção ficará a cargo do Estaleiro Oceana.

Prazo é dezembro

A assessoria de imprensa da TMKS informou que o consórcio não vai se manifestar sobre o bloqueio do recurso previsto para a construção das corvetas. Em Florianópolis, o DGePM disse que o prazo para assinatura dos contratos continua sendo até dezembro deste ano, como estava previsto quando foi anunciado o consórcio como vencedor da concorrência pública, em abril.

A previsão é que a construção dos navios inicie no ano que vem, com a primeira entrega em 2024. As corvetas, classe Tamandaré, terão como projeto base a corveta alemã Meko A100, adaptada às necessidades da MB.

Os navios terão 107 metros de comprimento, e velocidade de 14 nós. No processo de escolha de projeto, a Marinha determinou que cada embarcação tenha, no mínimo, 30% a 40% de conteúdo nacional, o que promete movimentar a cadeia de fornecedores. “Temos expectativa que essa quantidade aumente. Isso traz desenvolvimento tecnológico e empregos diretos e indiretos”, comentou o vice-almirante.

Expectativa

A previsão é que sejam gerados 2 mil empregos diretos em Itajaí e, no auge da produção, até 6 mil empregos indiretos. Para que isso ocorra, o desafio, agora, sera desbloquear os recursos. “Temos esperança que com as discussões no parlamento essa questão seja normalizada e tenhamos condições de assinaturas contratuais’, afirmou o DGePM.

  • Com informações do site NSC Total e Fiesc


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