Discussão sobre criminalidade no Rio de Janeiro foi um dos temas apresentados na LAAD 2019

Um dos temas muito procurado durante a LAAD Defence & Security 2019, maior feira de defesa e segurança da América Latina, foi exatamente sobre a queda da criminalidade na cidade do Rio de Janeiro. Os índices difundidos durante a feira, registram queda nos dois primeiros meses de 2019 em comparação ao mesmo período do ano passado.

As estatísticas que revelaram retração, de acordo com os números do Governo do Estado, são as seguintes: Roubo de veículos (-37%), Roubo de cargas (-24%), Total de roubos (-12%); Homicídio doloso (-27%) e Letalidade violenta (-18%). Importante destacar que a intervenção federal foi concluída em 31 de dezembro de 2018.

Os dados foram apresentados pelo coronel PM Rogério Figueiredo de Lacerda, secretário Estadual de Polícia Militar, no segundo dia do VIII Seminário de Segurança, durante debate que teve como tema “A intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro”.

“O grande legado da intervenção foi o aporte financeiro, que melhorou as condições de trabalho. Em maio ou junho devem chegar novas viaturas, por exemplo. Já tivemos um índice de 56% de baixa em veículos, um obstáculo para qualquer polícia do mundo. Além disso, temos um déficit de 16 mil homens. Mesmo assim, diminuímos todos os índices de criminalidade nos primeiros meses do ano”, salientou o secretário.

O coronel do Exército Brasileiro (EB) Carlos Eduardo de Franciscis, diretor do Instituto Meira Mattos (IMM) da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), gestor de Projetos do Observatório Militar da Praia Vermelha (OMPV) e idealizador dos Fóruns sobre a Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, exaltou os números. “O balanço da intervenção é positivo. Foram 65 planos de ações entre projetos e atos normativos que iniciaram um processo de resgate da cidadania das pessoas e do respeito”, apontou.

Franciscis ressaltou, no entanto, que haja uma continuidade das conquistas obtidas com a intervenção: “Foram 40 anos de crescimento na criminalidade sem que houvesse ações efetivas e avanços na legislação. Avançamos agora. O legado deve restabelecer e manter o caráter dissuasório do Estado. Como você entra no Complexo da Maré? Não entra sem a presença da força”, explicou.

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