Dois navios da U.S. Navy tem aportagem negada em Hong Kong

O USS Green Bay (LPD-20) e o USS Lake Erie (CG-70) foram impedidos de visitar Hong Kong, declarou o porta-voz da US Pacific Fleet, Comandante Nate Christensen na terça-feira.

O USS Green Bay faz parte do Wasp Amphibious Ready Group e tem embarcado, cerca de 700 fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais baseada em Okinawa, no Japão. O ARG havia completado recentemente o exercício Talisman Saber da Austrália. O USS Lake Erie é um cruzador de mísseis guiados com sede em San Diego, Califórnia.

A negação ocorre em meio aos protestos contra o governo na região semi-autônoma desde o início de junho. Nos últimos dois dias, manifestantes ocuparam o aeroporto de Hong Kong e forças policiais especiais chineses foram concentrados ao longo da fronteira com Shenzhen, segundo informações .

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores chinesas acusaram o governo dos EUA em geral e a CIA especificamente de encorajar os protestos em Hong Kong e usam esse argumento para a negação de aportagem aos navios da U.S. Navy.

Em outubro, as autoridades chinesas negaram a entrada do USS Wasp (LHD-1) no porto, enquanto Washington e Pequim estavam envolvidas em um conflito por comércio e acordos de armas com a Rússia.

“O lado chinês analisa e aprova tal pedido de acordo com o princípio de soberania e situação específica, caso a caso”, declararam autoridades chinesas na época.

A declaração foi a mesma que os chineses usaram em 2016 quando o porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74) foi impedido de fazer uma visita aos portos depois que os EUA efetuaram manobras no Mar da China Meridional que incluiu a visita do então Secretário de Estado Ash Carter.

Depois que dois bombardeiros B-52 da Força Aérea dos EUA ignoraram as exigências chinesas impostas por uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) no Mar da China Oriental em 2014, a China negou a visita de Hong Kong ao destróier de mísseis guiados USS Halsey (DDG-97).

Com informações de Sam LaGrone/U.S. Naval Institute via redação Orbis Defense Europe.



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