Dois navios petroleiros atacados no Mar de Omã

Imagem recente do navio Front Altair, de bandeira norueguesa. A tripulação do navio foi resgatada por embarcações de socorro da Marinha Iraniana nessa manhã, antes da chegada dos navios da U.S. Navy.

Navios da U.S. Navy posicionados próximos ao Mar de Oman declararam o recebimento de chamados de emergência de dois navios petroleiros na região, um de bandeira norueguesa e outro de bandeira panamenha, ambas as embarcações declararam estar em chamas após serem aparentemente “atacadas por foguetes ou torpedos” disparados de embarcações ainda não identificadas. O fato aconteceu ao largo da região de Fujairah nessa manhã.

Os ataques aconteceram um dia após forças Houthis aliadas ao Irã atacarem um aeroporto na Arábia Saudita, ferindo 26 pessoas. O mesmo grupo assumiu a autoria de ataques via drone em estações de bombeamento de um oleoduto na região de Riad no mês passado.

Imagem via Reuters.

As primeiras informações sobre as explosões vieram da mesma agência estatal libanesa associada ao Hezbollah que noticiou os ataques similares que aconteceram em maio. Uma investigação determinou que os incidentes do mês passado teriam sido causados por minas limpet, um tipo de mina naval que é presa magneticamente às embarcações.

A Arábia Saudita e os Estados Unidos culparam publicamente o Irã, acusação negada pelo país persa. Na ocasião, o país saudita e os Emirados Árabes Unidos afirmaram que ataques deste tipo representam um risco para a segurança regional e para a distribuição global de petróleo.

De acordo com o serviço de comunicação da 5a Frota Americana sediada no Bahrein, navios da U.S. Navy receberam  dois chamados de emergência e pedidos de socorro, sendo o primeiro do navio de bandeira norueguesa, o Front Altair (companhia Frontline) às 06:12h (hora local) e o segundo chamado do navio de bandeira panamenha, Kokuya Courageous (Kokuya Sangyo, Japão) às 07:00h (hora local).

A U.S. Navytambém declarou que uma operação de resgate já estaria em curso na região, empregando todos os meios aeronavais disponíveis necessários para a operação.

A agência governamental de noticias iraniana IRNA declarou também que a Marinha Iraniana também se deslocou para a região para prestar o auxilio que for necessário aos navios em emergência, porém não há ainda maiores informações sobre uma eventual coordenação com a U.S. Navy ou se a ação ocorre em isolado por parte da Marinha Iraniana.

Posteriormente, foi declarado pela agência IRNA que a Marinha Iraniana resgatou com sucesso 44 tripulantes de uma das embarcações, porém ainda não existem confirmações de quais tripulantes seriam. Os tripulantes salvos foram resgatados por embarcações de socorro e levados para o porto de Bandar-é-Jask, na provincia de Hormozgan, no sul do Irã.

Com informações via Agence France Press e Reuters.



1 COMENTÁRIO

  1. Já passou da hora dos países que operam comercialmente no Golfo (e em regiões ali periféricas)terem os seus equipamentos de salvaguarda (homens bem preparados e navios de escolta).Com três trilhões de dólares (aproximadamente)de dívidas, já não está dando mais para o U.S.A ser o “xerifão” do mundo.Outra coisa,esse negócio de culpar o Irã por esses ataques, assim,sem mais nem menos,tragam as provas,mostrem ao mundo as provas.Vemos as lideranças iranianas muita das vezes fazendo declarações beligerantes,mas esse fato não é suficiente para culpar o país.Se células terroristas operam de dentro do Irã, promovendo ataques, que se prove.Acredito que isso não será uma missão difícil para os competentíssimos Mossad e Cia.Parabéns pelo Canal e obrigado por terem enviado a postagem.

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