Donald Trump diz que Rússia retirou ‘maioria’ de seu efetivo da Venezuela

A Rússia disse que retirou “a maioria” de seu efetivo presente na Venezuela, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (3) no Twitter.

O Kremlin é um dos governos que reconhecem Nicolás Maduro como presidente venezuelano, em contraposição a Juan Guaidó, e enviou militares e ajuda humanitária recentemente para demonstrar apoio ao chavismo.

“A Rússia nos informou que removeu a maioria do seu pessoal da Venezuela“, escreveu Trump, que está em visita de Estado ao Reino Unido.


Segundo o jornal norte-americano “The Wall Street Journal”, a retirada ocorreu por falta de contratos e de dinheiro do regime chavista. Nem o Kremlin nem Maduro comentaram o caso.

A relação entre a Rússia e o governo de Maduro foi reforçada após a visita do chavista ao presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, no fim do ano passado. Os dois países assinaram acordos de investimentos na ordem de US$ 6 bilhões.

Além disso, em dezembro e em março, aviões russos aterrissaram na Venezuela. A manobra levantou suspeitas sobre uma mobilização do Kremlin para garantir a manutenção de Maduro no poder – inclusive com uso de “equipes de cibersegurança”.

Também em março, Trump recebeu Fabiana Rosales, esposa de Juan Guaidó, e disse que a Rússia tinha de deixar a Venezuela. O embaixador russo na Venezuela, Vladimir Zaiomski, reconheceu à agência France Presse em maio que os militares da Rússia estavam em solo venezuelano justamente para reforçar as tropas locais.

Conversas na Noruega

Representantes de Nicolás Maduro e Juan Guaidó na Noruega terminaram sem um acordo, segundo comunicado divulgado na última quarta-feira (29) pela autoproclamada presidência interina.

A equipe de Guaidó disse que, após o encontro, confirmou o posicionamento de exigir “o fim da usurpação, governo de transição e eleições livres”.

Agradecemos ao governo da Noruega pela vontade de contribuir com uma solução para o caos que sofre o nosso país. Estamos dispostos a continuar junto a eles”, diz o texto.

Nicolás Maduro, por outro lado, afirmou que as conversas em Oslo foram construtivas – mesmo sem terem alcançado acordo.

Eu falo com a verdade, estou orgulhoso da delegação que temos na Noruega, e estou orgulhoso que estejamos em fase de dialogo construtivo com a oposição venezuelana, acredito que o caminho é a paz”, disse o presidente venezuelano em um ato de governo transmitido em rede obrigatória de rádio e televisão.

  • Com agências de notícias internacionais

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