Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Militares alertam para riscos à soberania nacional

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) realizou audiência pública nesta terça-feira (24) com o tema “Pressupostos da Soberania Nacional”, onde fora discutida as ações que estão sendo tomadas e as que devem ser implementadas para garantir a soberania nacional do Brasil.

Representantes das três forças armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) apresentaram os projetos em desenvolvimento e alertaram para possíveis problemas que colocariam em risco a segurança nacional.

Representando a Força Aérea Brasileira (FAB), o Chefe da Sexta Subchefia do Estado Maior da Aeronáutica (EMAER), major brigadeiro Sérgio de Almeida, falou como está o andamento de 18 projetos ligados à soberania nacional, e que têm por objetivo garantir a segurança no espaço aéreo brasileiro, que é de 22 milhões de Km².

Entre os projetos apresentado pelo Chefe da 6ª Subchefia está o desenvolvimento pela FAB do míssil MICLA-BR (Míssil de Cruzeiro de Longo Alcance), lançável do ar do míssil superfície-superfície MTC-300 (ou AV-TM 300), lançado a partir de viaturas do Sistema Astros 2020.

Na sequência das apresentações o comandante do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) do Exército Brasileiro (EB), general de divisão Guido Amin Naves, destacou que, atualmente, um país soberano deve levar em conta a repercussão de suas ações num mundo cada vez mais globalizado. Ele lembrou que um ataque cibernético pode causar uma paralisia estratégica, inviabilizando ações de proteção a um país.

“O exercício da soberania hoje, mais do que antigamente, depende de um cálculo e esse cálculo tem que levar em consideração uma série de coisas, mas, principalmente, o poder que aquele Estado tem de tomar aquela decisão e fazer ela valer”, disse.

Por fim, falando pela Marinha do Brasil (MB), o Chefe de Gabinete do Comandante da Marinha, vice-almirante Eduardo Vazquez, destacou que as águas brasileiras são abundantes em minérios, terras raras e peixes e por isso a proteção está sendo intensificada, com a construção de navios e o desenvolvimento de tecnologias de proteção.

  • Com informações da Câmara dos Deputados


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