Em meio as ações dos EUA no mar do Sul da China, Pequim estaria preparando exercícios militares

Bombardeiro B-1B Lancer do Nono Esquadrão de Bombas decola da Base da Força Aérea Andersen, Guam, sobre olhares de tropas estacionadas no Japão.

A Força Aérea dos EUA anunciou nesta quarta-feira (27) outra missão de patrulhamento no mar do Sul da China com bombardeiros B-1B Lancer, situados em Guam. No mesmo dia em que os exercícios foram conduzidos, o porta-aviões chinês Shandong foi avistado deixando o porto em meio a relatos de novos exercícios com dois porta-aviões.

Na terça-feira (26), a Força Aérea do Pacífico dos EUA anunciou um patrulhamento envolvendo dois bombardeiros supersônicos B-1B Lancer, que já haviam conduzido uma missão no mar do Sul da China no dia 26 de maio, para mostrar sua capacidade de voar, navegar e operar em qualquer lugar em que o direito internacional permitir.

As fotos postadas pelo Serviço de Distribuição de Informações Visuais de Defesa (DVIDS, na sigla em inglês) mostram os bombardeiros em formação durante a missão.

O comandante da Oitava Força Aérea, major-general Jim Dawkins Jr., afirmou que a vantagem do B-1 é poder transportar mísseis antinavio de longo alcance, o que seria perfeito para o atual cenário no Pacífico.

Washington tem feito diversas demonstrações de prontidão e força militar em meio à COVID-19, que já matou mais de 100 mil norte-americanos. Além disso, o Pentágono enviou aeronaves com capacidade nuclear para exercícios surpresas no norte da Europa, Japão, mar do Sul da China e Canadá nos últimos dois meses.

Enquanto isso, a Marinha chinesa está se preparando para elevar o número de exercícios e patrulhas em regiões onde as forças chinesas e norte-americanas entraram em conflito durante situações tensas nos últimos meses.

Na segunda-feira (25), internautas chineses informaram que o porta-aviões Shandong havia sido avistado deixando o estaleiro Dalian, na província de Liaoning, no norte da China. Fato que coincidiu com os avisos de navegação que causaram o fechamento de grande parte do mar Amarelo para os exercícios militares até 2 de junho, conforme publicação do Global Times.

O tabloide Daily Mail também informou que o porta-aviões Liaoning estava no mar de Bohai, um golfo a oeste do mar Amarelo, provavelmente para participar dos exercícios.

Em um relatório sobre o confronto militar no mar do Sul da China, o think tank do Conselho de Relações Exteriores, com sede em Washington, alertou que o risco de guerra entre China e EUA “poderia aumentar significativamente nos próximos 18 meses, principalmente se a relação entre eles continuar se deteriorando como resultado dos atritos comerciais e recriminações sobre a nova pandemia de coronavírus”.

  • Com agências internacionais




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