Embraer/Boeing: Cronograma de acordo para nova empresa está mantido

A consulta ao gabinete de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, não deve pesar contra os prazos para conclusão da venda de 80% do negócio de aviação comercial da Embraer para a Boeing. Ao menos é o que acredita o comando da fabricante brasileira, esperando que a assembleia de acionistas que vota operação seja realizada até o fim do ano. Ao governo federal, cabe utilizar o poder concedido pela “golden share”, ação de categoria especial com direito a veto.

A administração da companhia vê como normal que a Presidência compartilhe com a equipe de transição a avaliação do negócio.“Estamos perto de finalizar as negociações com a Boeing e devemos apresentar em breve a proposta ao governo, para que acionem a ‘golden share'”, afirmou Paulo César de Souza e Silva, presidente da Embraer, em teleconferência sobre os resultados de terceiro trimestre. Para que a aprovação pelos acionistas ocorra ainda neste ano, o governo deve utilizar nas próximas semanas os direitos dados pela ação especial, com a assembleia sendo convocada para ao menos 30 dias após a aprovação do poder executivo federal.

Na sequência, o acordo deve passar pela avaliação dos órgãos antitruste no Brasil e no exterior. Silva acredita que a conclusão da operação aconteça no segundo semestre do ano que vem. Conforme noticiado ontem, a equipe de Bolsonaro tem interesse em avaliar se o acordo também será “vantajoso” para o país. “Temos de ver os termos”, afirmou o general da reserva Augusto Heleno, cotado para ser o futuro ministro da Defesa, em declaração recente. Com relação aos resultados, a Embraer divulgou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de R$ 84 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 332 milhões registrado no mesmo período de 2017.

Segundo a companhia, o indicador foi prejudicado por menores resultados operacionais no período, junto com maiores despesas financeiras líquidas e perdas cambiais líquidas, fruto da desvalorização do real ante o dólar. A receita líquida da companhia cresceu 11%, para R$ 4,6 bilhões. O desempenho foi prejudicado pelo menor número de entregas no segmento de aviação comercial. A questão foi parcialmente compensada pelo melhor desempenho da área de aviação executiva, da receita de defesa e segurança e de serviços e suporte.

Além disso, a valorização do dólar também ajudou. A companhia manteve as expectativas de receita e entregas para 2018, projetando um faturamento entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,9 bilhões. Para os investimentos, o consolidado do ano deve ficar abaixo dos US$ 550 milhões projetados. Segundo o diretor financeiro da Embraer, Nelson Salgado, a redução desembolsos se deve ao aumento de eficiência.

Fonte: Valor Econômico
Por: Rodrigo Rocha, com colaboração de Ivan Ryngelblum
Publicado em: 31/10/18
Adaptação: DefesaTV



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