Embraer e Universidade Federal do Espírito Santo realizam primeiro teste de avião autônomo no Brasil

Em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a Embraer promoveu o primeiro teste com uma aeronave no modo autônomo no Brasil. Um protótipo do modelo Legacy 500 se movimentou sozinho no solo por um trajeto estabelecido e sem nenhuma interferência humana.

O sistema autônomo foi construído por pesquisadores da empresa e da universidade e conta com sensores a laser, GPS, câmeras e inteligência artificial. O trajeto foi simulado diversas vezes no sistema antes da operação real em solo.

A experimentação teve a participação de pilotos na cabine de comando para que interferissem se necessário fosse. O sistema de inteligência artificial foi responsável pelos comandos de aceleração, direção e frenagem.

”Nossa estratégia de desenvolvimento tecnológico em sistemas autônomos busca posicionar o país na vanguarda dos processos de inteligência artificial em diversas aplicações”, explica Daniel Moczydlower, vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer.

Projeto

Desde junho deste ano, pesquisadores da Embraer e da Ufes trabalharam juntos em modelos matemáticos e computacionais de automação, desenvolvimento de softwares, hardwares, kit de sensores a laser, GPS e câmeras para integração em sistemas na plataforma da aeronáutica.

O sistema autônomo de navegação terrestre foi testado em um simulador durante avaliações preliminares, antes da operação real.

“Esse sucesso demonstra a excelência do que vimos desenvolvendo na Ufes nestes últimos dez anos nas áreas de veículos autônomos e inteligência artificial. Ele nos coloca mais uma vez na vanguarda científica nestas áreas no nível mundial “, afirmou o professor Alberto Ferreira de Souza, coordenador do projeto.

Parceria

A parceria com a Ufes, no âmbito de pesquisa e desenvolvimento pré-competitivo, buscou acelerar o conhecimento das tecnologias de sistemas autônomos, por meio da implementação de processos mais ágeis de experimentação.

A proposta de desenvolvimento científico de sistemas aeronáuticos autônomos constitui um instrumento de pesquisa para aprendizado, capacitação e maturação das tecnologias antes da aplicação em produtos futuros ou desenvolvimento de novos segmentos de mercado.

A Embraer aposta no modelo de inovação aberta e mantém colaboração com dezenas de universidades e centros de pesquisa no Brasil e no exterior, dentre eles fundações de amparo à pesquisa dos estados de Santa Catarina (Fapesc), São Paulo (Fapesp) e Minas Gerais (Fapemig) para diminuir a distância entre a comunidade científica e as necessidades da indústria.

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