Embraer revela prejuízo de R$ 160,8 milhões no 1º trimestre

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

No primeiro balanço financeiro depois da aprovação da transação comercial com a Boeing, a Embraer registrou prejuízo de R$ 160,8 milhões de janeiro a março deste ano. No final do mês de fevereiro, os acionistas da fabricante aprovaram, por 139,8 milhões de votos (96,67% do total), o acordo comercial com a companhia americana.

Embraer e Boeing formarão uma joint venture que absorverá toda a aviação comercial da empresa brasileira, com 80% das ações para a Boeing, que pagará US$ 4,2 bilhões à Embraer. O prejuízo de 2019 representa o quinto trimestre consecutivo com perdas na companhia.

Além disso, o resultado representa 23% de aumento para o prejuízo do primeiro trimestre do ano passado, de R$ 130,4 milhões. Desde então, só perdas, acumulando prejuízo de R$ 669 milhões no ano passado. Segundo a Embraer, a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre não considerou os efeitos da separação da aviação comercial do restante da companhia.

O resultado operacional também foi negativo, em R$ 53,7 milhões, influenciado pela queda no volume de entregas comerciais no período. A Embraer entregou 22 aeronaves de janeiro a março deste ano, 12% a menos ante as entregas do primeiro trimestre do ano passado, com 25 aviões.

Além disso, a empresa teve gastos adicionais com o protótipo do KC-390, por causa de um acidente durante testes, e com a separação da aviação comercial, que está em curso.

A carteira de pedidos firmes, no final de 31 de março, totalizava US$ 16 bilhões, abaixo de há um ano: US$ 19,5 bilhões.

Segundo Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, a carteira está em recuperação. “O valor do primeiro trimestre deste ano é bastante superior ao do terceiro trimestre de 2018, indicando continuidade na trajetória de recuperação”.

Empresa levará KC-390 à feira de aviação na França 

A Embraer informou que levará o avião multimissão KC-390 à feira Paris Air Show, no entre 16 e 23 de junho, antes de entregá-lo à FAB (Força Aérea Brasileira), que comprou 28 aeronaves. A fabricante prevê entregar dois aviões por ano.

Segundo Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, as vendas do KC-390 devem literalmente “decolar” depois da entrega para a FAB.

“O avião tem despertado enorme interesse das forças aéreas. Com o início da operação pela FAB, o interesse começa a ser revertido em oportunidades reais de vendas”. “Estamos perto de encerrar acordo com Portugal (5 KC-390), parceiro estratégico e deve ser primeira exportação do avião”.

  • Com informações do Jornal O Vale, Por: Xandu Alves


1 COMENTÁRIO

  1. Um projeto do sonho de patriotas e de competentes engenheiros brasileiros teve um destino indigno de seus fundadores e patriotas perdeu sua identidade historica na complexa logostica global . Uma perda de nossa capacidade no mercado de jatos comerciais de medio porte e um destino que esperemos nao seja igual ao da Engesa.

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