ENCONTRO SOBRE SEGURANÇA CIBERNÉTICA EM ISRAEL 

ENCONTRO SOBRE SEGURANÇA CIBERNÉTICA EM ISRAEL

                                                                    

A Kadima Intelligence participou nos dias 14 e 15 de setembro de 2020, do mais importante encontro anual do segmento de segurança mundial chamado HLS & Cyber. O evento foi realizado pela primeira vez no formato digital não presencial, em virtude das condições sanitárias impostas pelo COVID 19. O evento é promovido pelo Instituto de Cooperação Internacional de Israel em cooperação com a Administração de Comércio exterior do Ministério da Economia e industria, o Diretório Nacional de Cibernética do Gabinete do primeiro Ministro, do Ministério da Defesa, Ministério da Segurança Interna e do Ministério das Relações Exteriores. Ele contou com a presença de diversas autoridades do governo, e também , com a presença de mais de 100 empresas de ponta da industria de segurança de Israel, que mostrou mais uma vez ao mundo um cluster de inovação , nas suas diversas soluções de proteção e segurança para governos e empresas nos mais diversos seguimentos.

No encontro, foi discutido que antes da pandemia, o habito de trabalhar remotamente era limitado a representaes de vendas externos e profissionais independentes. Essa realidade vem mudando nos últimos 5 anos, com mais trabalhadores e empresas aderindo ao Home office, trabalhando de casa a maior parte do tempo. Mas com a pandemia, este cenário se acelerou significativamente.

De acordo com a Owl Labs, que pesquisou sobre o assunto: entre mais de  12.000 trabalhadores americanos  pesquisados, com idades que variam de 22 a 65 anos, em 2019, 62% desses funcionários trabalham em home office e 38% são funcionários em tempo integral na empresa.

Dos que trabalham remotamente, 54% dos funcionários em todo o mundo relatam trabalhar de casa pelo menos uma vez por mês, com 48% trabalhando  em casa uma vez por semana, e 30% sempre trabalhando de casa.

O surto de COVID 19 acelerou esta tendência, forçando outros muitos a trabalharem em casa repentinamente, geralmente usando computadores pessoais para tarefas corporativas. A empresa americana Highmark Health, por exemplo, enviou um comunicado a todos os seus 8.000 funcionários avisando de que trabalhassem de casa, mesmo caso do Facebook, que também informou aos seus 46.000 colaboradores que eles deveriam fazer o mesmo. Muitas empresas pelo mundo já se encontram em situação semelhante diante da velocidade imposta para adesão a esta tendência de trabalho remoto.

Segundo especialistas, essa tendência não diminuirá tão cedo. A medida que mais funcionários trabalham de casa as organizações percebem também, que podem economizar com esta situação. A empresa Open VPN descobriu que as empresas podem economizar cerca de US$ 11.000 por ano com cada funcionário que trabalha remotamente. As equipes de TI e de segurança enfrentarão desafios adicionais para garantir a segurança delas a longo prazo.

Por outro lado, a crise eliminou vários postos de trabalho pelo mundo, onde alguns jovens  brilhantes tiveram seus empregos engolidos pela crise, onde agora trabalham de casa de forma autônoma. Alguns deles criarão novos produtos digitais,  conceitos de novos negócios, abrirão startups e farão sucesso no mundo empresarial. Outros aproveitarão seus conhecimentos para faturar com a criação de toda a sorte de virus e pragas cibernéticas, algumas vezes, até mesmo  apoiados por  governos de países interessados em espionar e produzir problemas para vender soluções.

Em seu modus operandi, os cibercriminosos escolhem as vítimas a dedo, fazem todo um planejamento antes do ataque. O que os alvos têm em comum; são empresas grandes e estabelecidas no mercado, que podem pagar um possível resgate.

Os ataques geralmente têm origem no exterior, embora seja difícil rastreá-los, e visam bloquear sistemas ou roubar dados sigilosos em troca de um poupudo resgate, que pode ser pela liberação dos sistemas, arquivos ou mesmo para que o caso não seja divulgado publicamente. Os valores são cobrados geralmente em bitcoins ou outras criptomoedas.

As empresas, quando são vítimas e têm parte ou a totalidade de suas operações afetadas, precisam correr para resolver o caso. No Brasil as empresas do setor de inflaestruturas críticas como o setor de energia, quando são atacadas sofrem uma pressão muito grande para pagar o resgate, para buscar solução, principalmente se o ataque vier a afetar a distribuição de energia para seus consumidores.

Nesse contexto, Israel se apresenta ao mundo cada vez mais aperfeiçoado tecnologicamente, oferecendo alternativas no estado da arte totalmente voltadas para antecipar, prevenir, eliminar, ou mitigar os efeitos de um ataque cibernético contra empresas ou organizações, tornando este ambiente mais seguro.



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