Energia nuclear terá maior participação na matriz energética, diz Ministro

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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o governo estuda reformular o segmento de produção de combustível nuclear no país, com o objetivo de disputar o mercado internacional. Segundo ele, a energia nuclear terá participação maior na matriz energética brasileira nos próximos anos.

Além da abertura da mineração de urânio a empresas privadas, proposta que já vinha sendo estudada no governo Michel Temer, Albuquerque disse que o governo avalia mudar o status da INB (Indústrias Nucleares do Brasil), que é responsável pela produção do combustível.

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“A INB está perdendo a capacidade de investir”, afirmou o ministro, em evento para executivos no Rio. Segundo ele, por ser uma estatal dependente do Tesouro, a empresa vem tendo dificuldades para levantar recursos em meio à crise fiscal.

Ele lembrou que o Brasil é um dos três países, ao lado de Estados Unidos e Rússia, que tem reservas de urânio e tecnologia para produzir os combustíveis usados nas usinas nucleares. Por isso, defendeu, deve ter maior participação desse tipo de energia em sua matriz.

Atualmente, com duas usinas na central nuclear de Angra, a energia nuclear responde por 1,2% da capacidade de geração de energia no país – 1.990 megawatts (MW) de um total de 161,526 MW. O governo tenta destravar a usina de Angra 3, cujas obras foram paralisadas em 2015, e fala em mais quatro unidades até 2030.

Os planos do governo Bolsonaro contemplam a atração de sócios privados para concluir Angra 3, que já consumiu cerca de R$ 10 bilhões e precisa de outros R$ 15 bilhões. Os termos da parceria, que devem ser anunciados até o fim do mês, devem ser repetidos nas quatro novas usinas, que terão, somadas potência de 4.000 MW.

Fonte: AmbienteEnergia

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