Esquadrões da Força Aérea Brasileira realizam treinamento de ataque a embarcações em alto mar

O objetivo do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, é no emprego de aeronaves em missões operacionais

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A Força Aérea Brasileira (FAB) está realizando desde o dia 17 de agosto, o Exercício Técnico Rumba de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR). Participam deste exercício os Esquadrões: Phoenix (2°/7° GAV), Netuno (3°/7° GAV), Joker (2°/5° GAV) e o 3° Distrito Naval (3° DN).

O Esquadrão Joker participa, desde o dia 22 de setembro, da terceira etapa do Exercício IVR, que acontece na Ala 10, em Parnamirim (RN).

O objetivo é capacitar os estagiários do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (CEO-IVR) no emprego de aeronaves em missões operacionais da respectiva Aviação.

Também serve para realizar a manutenção operacional dos pilotos do Esquadrão Joker em missões de Ataque com características diferentes das normalmente treinadas na Unidade Aérea.

As aeronaves A-29 Super Tucano, operadas pelo 2°/5° GAV, decolam da Ala 10 e são guiadas pelas aeronaves P-95BM, que localizam embarcações inimigas figurativas, para realizarem ataques simulados até cerca de 110 km da linha do litoral.

Esses alvos podem ser navios patrulhas da Marinha do Brasil ou, na ausência destes, navios mercantes que naveguem pela região e tenham autorização do 3° DN para participação no Exercício.

De acordo com o Chefe da Célula de Doutrina do 2°/5° GAV, Capitão Aviador Leonam Vitorino da Silva Soares Dias, a participação nessa missão permite o estudo, aplicação e análise de técnicas e táticas diferentes das normalmente treinadas na Unidade Aérea, expandindo a gama de conhecimentos dos instrutores, além da troca de experiências com outras Unidades Aéreas, e alinhamento de suas doutrinas de operação.

“A navegação a baixa altura durante grandes distâncias além do litoral, a busca pelos alvos isolados em ambiente com poucas referências e o julgamento para emprego do armamento, considerando o deslocamento dos alvos e as capacidades de autodefesa das embarcações militares, são os maiores desafios desse tipo de missão.

Todos esses fatores exigem alto nível de estudo, preparação e conhecimento da aplicação dos sistemas da aeronave”, destaca o Oficial.

O Comandante do 2°/5° GAV, Tenente-Coronel José de Almeida Pimentel Neto, afirmou que o Exercício é um fator de motivação para os pilotos da Unidade Aérea, uma vez que podem participar de uma missão diferente da rotina do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Caça (CEO-CA).

“Essa é uma oportunidade para busca de novos conhecimentos e incremento da nossa doutrina operacional, buscando sempre a excelência operacional, característica marcante dos pilotos de caça”, completou o comandante.

  • Com informações do Cecomsaer; Fotos: Capitão Ranyer / 2°/5° GAV


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