Estados Unidos pode perder área onde se encontra Base de Diego García

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Segundo o jornal The Guardian, os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido podem enfrentar uma derrota diplomática nas Nações Unidas. Pois hoje (22) será votado na Assembleia Geral da ONU, o controle sobre um arquipélago estrategicamente importante no oceano Índico, onde se localiza uma base militar norte-americana.

Trata-se do arquipélago de Chagos, na região das Ilhas Maurício, e que atualmente é considerado um território pertencente ao Reino Unido. Vale destacar que é também o local onde se situa a base militar norte-americana de Diego García, usada por bombardeiros em missões de longo alcance.

A missão da ONU espera vir a ter o apoio de mais de 100 Estados-membros. No entanto, Washington e Londres fazem lobby com vista a proteger os seus interesses. Segundo sugeriu o embaixador das Ilhas Maurício na ONU, Jagdish Koonjul, este esforço de lobby deverá fracassar e grande parte da Europa poderá se abster ou votar a favor de Maurício.

“Espero que vários países europeus defendam o primado da lei e demonstrem que valorizam e respeitam as instituições que os próprios Estados-membros criaram”, disse Koonjul.

O Reino Unido tomou posse do Arquipélago de Chagos em 1814 e permaneceu nas ilhas após a independência das Ilhas Maurício em 1968, supostamente por meio de coerção sobre os líderes que alcançaram a independência.

Três anos antes, Londres arrendou secretamente uma das ilhas, Diego García, aos Estados Unidos na qualidade de base militar. Os habitantes das ilhas foram desalojados à força e continuam há décadas realizando campanha por seu retorno à terra natal.

A resolução elaborada pelas Ilhas Maurício — a ser votada na Assembleia Geral — exige que o Reino Unido renuncie ao controle no prazo de seis meses e coopere no retorno dos chagossianos e outros cidadãos de Maurício ao arquipélago.

A República de Maurício propôs um contrato de longo prazo a Washington e Londres, mas os dois países aliados rejeitaram a oferta, argumentando que este documento não exclui o veto de Maurício sobre operações militares futuras e o arrendamento de atóis a outras potências, em particular à China.

  • Com informações de agências de notícias internacionais

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