Exército Brasileiro investiga furto de arma na Vila Militar

Segundo áudios que circulam em redes sociais, soldado teria furtado armamento e entregado para criminosos. Crime aconteceu no sábado (3), segundo nota enviada pelo Comando Militar do Leste

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O Exército Brasileiro (EB), por meio do Comando Militar do Leste (CML) abriu “procedimento judicial” para se investigar e apurar o furto de armamento em uma Organização Militar situada na Vila Militar, Deodoro, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o EB, o crime aconteceu no sábado (3).

Em um áudio que circulou por um aplicativo de mensagens, uma pessoa explica que o “recruta” (termo usado para se referir a soldados novos) combinou com os criminosos a entrega da arma, que foi feita durante o rodízio entre os soldados que estavam trabalhando durante a madrugada. “Ele foi ali para a passarela, aí o carro encostou e ele entregou o fuzil. Aí o maluco meteu o pé”, explicou o homem, que afirma também estar de serviço.

Por conta disso, os comandantes de todos os quartéis da Vila Militar teriam acionado os militares de serviço à comparecerem em suas respectivas unidades de lotação, ainda segundo áudios. O objetivo seria descobrir para quem o armamento foi entregue e para onde ele foi levado.

Em nota, o CML informou estar “empenhado na resolução do caso”, e enfatiza que a Força terrestre “não compactua com qualquer tipo de conduta ilícita por parte de seus integrantes” (veja a íntegra do texto mais abaixo).

Íntegra da nota do CML:

“A Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste informa que, no dia 03/01/2021, foi identificada a ocorrência de um furto de armamento, na Vila Militar (Rio de Janeiro – RJ). Um procedimento judicial foi aberto para apurar o fato ocorrido.

O Comando Militar do Leste está empenhado na resolução do caso, ressaltando que o Exército Brasileiro não compactua com qualquer tipo de conduta ilícita por parte de seus integrantes, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei, com os valores militares e/ou com a ética castrense.”

  • Com informações do G1; Por: Nicolas Satriano e Raoni Alves