Exército da Venezuela e rebeldes teriam invadido território do Brasil; evidências de presença militar russa na operação

Exército Bolivariano em operação na Amazônia Venezuelana. Imagem ilustrativa via Exército Bolivariano.

Agora no final de tarde em Brasília, o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores informaram que, nesta quinta-feira (26), foram localizados cinco militares venezuelanos em território brasileiro, durante missão de reconhecimento e patrulhamento nas áreas de fronteira, conduzida por unidades do Exército Brasileiro.

https://www.defesa.tv.br/cinco-militares-venezuelanos-detidos-pelo-eb-em-roraima/

Essa informação acaba por embasar rumores de mídias sociais e canais informais de noticias da Venezuela, sobre uma provável incursão de militares venezuelanos e rebeldes em fuga dentro do território brasileiro. Informação esta que estava  sendo avaliada pela nossa equipe e por outros colaboradores do Orbis Defense no Brasil e no exterior.

A situação ocorre após uma grande ação de ataques e sabotagens contra instalações militares e policiais, que segundo a imprensa local, aconteceu no Batalhão 513 Mariano Montilla, no setor Luepa, no município Gran Sabana, no estado de Bolívar. O grupo que atacou a vila de Gran Sabana deixou um grande rastro de destruição, o que qualificou o ataque como uma verdadeira “Ação de Commandos” devido à eficiência demonstrada.

Desde o domingo dia 22 de dezembro, um oficial venezuelano rebelde teria passado informações que Exército Venezuelano, estaria perseguindo os rebeldes em fuga pelas florestas da região, penetrando algumas dezenas de kilômetros em território brasileiro, chegando mesmo nas proximidades da cidade de Tepequém (Roraima).

De acordo com fontes da jornalista Glorimar Fernández (oposição na Venezuela) os militares venezuelanos estariam extremamente pressionados pelo governo bolivariano nessa ação de perseguição, pois foram roubados na ação 120 fuzis AK-103 e pelo menos 10 lançadores anticarro RPG com grande quantidade de munição, entre outros equipamentos de combate.

A informação, noticiada pelo portal El Nacional, veio a público através da jornalista Glorimar Fernández (oposição na Venezuela), a qual publicou em sua página no Twitter o que seriam as palavras do tenente rebelde José Rodríguez Araya um dos lideres da ação contra o Exército Bolivariano no dia 22, pronunciadas em uma mensagem de áudio.

“Pela noite, no estado de Roraima, no Brasil, nos encontramos com os companheiros da operação Wey pa’aka. Estávamos sendo perseguidos pelo Exército venezuelano, o qual entrou no território brasileiro com armas pesadas e visores noturnos”, publicou a mídia o que seria uma das declarações do tenente.

Informações semelhantes foram divulgadas por garimpeiros e populares brasileiros habitantes da região da região de Santa Inêz e de Tepequém (Roraima) pelas redes sociais e via canais de rádio da faixa do cidadão, alertando sobre a presença de militares venezuelanos e rebeldes em fuga nas matas da região.

De acordo com fontes da oposição venezuelana, militares e/ou mercenários russos estariam na cidade de Gran Sabana para auxiliar nas operações de apoio ao Exército Bolivariano na caça aos rebeldes.

Apesar do vìdeo ser datado de apenas um dia antes dos ataques, as fontes venezuelanas de oposição acreditam que os serviços de informação e inteligência do governo bolivariano desconfiavam do ataque iminente mas acabaram por subestimar as ações do grupo rebelde que atacou no dia 22.

Insistência em acusações contra o Governo Brasileiro

O vice-presidente de Comunicação, Turismo e Cultura da Venezuela, Jorge Rodríguez, acusou os governos do Brasil e da Colômbia, alegando que os mesmos colaboraram tecnicamente com o ataque contra uma unidade militar e outras instalações policiais no sul do território venezuelano.

O vice-presidente de Comunicação, Turismo e Cultura da Venezuela, Jorge Rodriguéz, disse que o crime contou com o envolvimento do governo brasileiro. Além disso, os “criminosos” teriam sido treinados na Colômbia, de acordo com chefe da pasta, que integra o gabinete executivo do governo venezuelano.

“Esses criminosos foram treinados em acampamentos plenamente identificados na Colômbia, e receberam a colaboração maliciosa do governo de Jair Bolsonaro”, disse pelo Twitter.

Esses criminosos foram treinados em acampamentos plenamente identificados na Colômbia, e receberam a colaboração maliciosa do governo de Jair Bolsonaro.

Presidente Maduro acusa que armas roubadas estão no Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que as armas que foram roubadas das Forças Armadas de seu país no último domingo estão no Brasil e exigiu que o governo de Jair Bolsonaro capture os responsáveis.

“As armas venezuelanas foram roubadas em um ataque terrorista, Sr. Jair Bolsonaro, e essas armas, neste momento temos informações que estão no território brasileiro. Exigimos que as autoridades brasileiras capturem os agressores que estão no território brasileiro e retornem as armas das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas”, disse Maduro durante uma reunião de ministros transmitida no rádio e na televisão.

Segundo a versão das autoridades, esse plano foi dirigido pelo líder da oposição Leopoldo López, que está sob asilo político desde 30 de abril na embaixada espanhola em Caracas, depois de escapar de sua casa, onde cumpria uma sentença de quase 14 anos de prisão pelos atos de violência registrados no país em 2013.

Maduro também exigiu das autoridades peruanas a deportação do líder político da oposição venezuelana Villca Fernández, que reside no Peru desde 2018, após um processo de negociação entre o governo e a oposição, que levou à sua libertação após dois anos de detenção.

“Se o governo do Peru realmente, de coração, não estava envolvido, peço que este terrorista Vilca Fernández seja capturado de acordo com o direito internacional, já que assumiu a responsabilidade pelos eventos através das redes sociais”, afirmou.

O ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, disse que o objetivo do ataque de domingo era promover um confronto entre nações vizinhas para justificar uma intervenção militar dos EUA.

Por seu lado, os governos do Peru e da Colômbia citados pela Venezuela por um suposto apoio ao roubo dessas armas rejeitaram as acusações e o governo brasileiro não se pronunciou até o momento.

“Rejeitamos as falsas expressões […] nas quais ele pretende vincular o Peru e o Grupo de Lima a ações violentas na Venezuela. Nosso país reitera seu compromisso com uma solução pacífica para a crise neste país irmão, que permite ao retorno da democracia e o fim do regime ilegal de Maduro”, ponderou o ministro de Relações Exteriores do Peru, Gustavo Meza, em sua conta na rede social do Twitter.

  • Com informações do El Pitazo, Jornalista Glorimar Fernandez, Infobae e Gobierno Bolivariano de Venezuela via redação Orbis Defense Europe.

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