FAB elabora esquema sem precedentes na segurança aérea para a posse presidencial.

Para garantir a segurança do evento, um esquema nunca antes visto no País foi definido para o evento que acontece em Brasília (DF), na tarde da próxima terça-feira (01/01). Foram planejadas ações de reforço na defesa aérea e no controle de tráfego aéreo – atividades já realizadas pela Força todos os dias do ano, 24 horas por dia, tendo como diferencial a atenção e mobilização de militares em uma única região.

De acordo com o Decreto nº 9.645, publicado nesta sexta-feira (28), a Força Aérea Brasileira cumprirá e estabelece procedimentos em relação a aeronaves suspeitas ou hostis durante a posse presidencial no dia 1º de janeiro.

Foram criadas áreas de exclusão, com três níveis de restrição, em que só aeronaves autorizadas irão sobrevoar. As áreas vermelha, amarela e branca serão acionadas ao meio-dia do dia 1º. A Alta Autoridade de Defesa Aeroespacial, que analisa os pedidos de sobrevoo e autoriza possíveis empregos da força, será o Comandante de Operações Aeroespaciais (COMAE), Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

O Major-Brigadeiro Mangrich é o Comandante de Operações Aeroespaciais

“Caso seja necessário, estaremos dispostos a abater uma aeronave porque está previsto no Decreto e temos uma responsabilidade muito grande com as pessoas que estarão presentes no evento, como os Chefes de Estado, os nossos líderes e governantes. É uma obrigação do Estado Brasileiro prover essa segurança e nós montamos um sistema adequado e operativo, no mesmo nível dos demais outros grandes países. A Esplanada dos Ministérios será o ponto mais bem defendido da história do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro”, declara o Comandante de Operações Aeroespaciais, Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

Cerca de 130 militares de Organizações pertencentes ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), que vão atuar durante a Operação Posse 2019, participaram nesta sexta-feira (28) da Cerimônia de Apronto da Defesa Antiaérea.

Área de exclusão vermelha

A área que compreende um raio de 4 Milhas Náuticas (7,4 km) a partir da Praça dos Três Poderes, o sobrevoo será proibido. As únicas exceções são um helicóptero da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que fará coleta de imagens e transmissão ao vivo do evento, e uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), modelo RQ 900, da FAB, que vai prover imagens para estruturas de inteligência e de segurança. “O ARP RQ-900, operado via satélite, atuará fornecendo dados para as forças de segurança e defesa. Haverá também um sistema de interferência em drones que possam sobrevoar o local. Caso alguma aeronave consiga entrar na área vermelha sem autorização, ela será automaticamente identificada como hostil e estará sujeita às medidas que forem necessárias, inclusive a destruição”.

Em solo, nesta área, a FAB empregará cerca de 130 militares de Organizações pertencentes ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) composta por 12 Unidades de Tiro, empregando dois tipos de armamentos: o míssil antiaéreo RBS 70 e o míssil antiaéreo IGLA S e envolve militares do 11º Grupo de Artilharia Antiaérea, do Exército Brasileiro (EB), que pertence à 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea; e o 3° Grupo de Defesa Antiaérea, da Força Aérea Brasileira (FAB), pertencente à 1ª Brigada de Defesa Antiaérea.

No ar, as aeronaves F-5M e A-29 estarão prontas para serem acionados se alguma aeronave descumprir as ordens da FAB.

Clique aqui e veja o vídeo do F-5M em sua decolagem e voo.

Para a detecção das aeronaves hostis, além do sistema de radares da Força Aérea que varrem a totalidade do espaço aéreo brasileiro, serão empregados, também, radares de baixa altura portátil SABER M 60, que possuem a capacidade de detectar alvos a baixa altura a um raio de até 60 quilômetros, complementando a cobertura radar para promover a proteção do espaço aéreo do Distrito Federal.

Fonte: Força Aérea Brasileira

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