Fabricantes de Produtos de Defesa revelam grande empolgação do setor com a visão do novo governo

O Brasil mesmo frente as boas perspectivas de recuperação da economia, tem deixado boa parte do empresariado, ainda um tanto quanto ressabidos. Mas ao menos, um setor não esconde a empolgação para dias melhores. Falamos dos fabricantes de produtos de defesa e segurança pública.

Pessoas ligadas ao setor, dizem haver um projeção de crescimento na casa de dois dígitos em 2019 (ou seja, mais de 10%) com uma combinação imbatível: na economia, uma nova atitude pró-mercado do governo; e na política, com a presença de um ex-capitão do Exército na Presidência e de vários generais junto a administração pública, indo de ministros a secretários.

Nesse clima favorável, se desenrolou ao longo dessa semana no Rio de Janeiro, a LAAD Defence & Security que é a maior feira de segurança e defesa da América Latina. Se por um lado, o ambiente nos três pavilhões do Riocentro não chegava a ser de plena euforia, era certamente de muito otimismo. Um dos motivos para isso, estava em um estande acanhado num canto da feira.

Era a base do BNDES na LAAD, primeira vez que o banco de fomento estatal montou uma presença física no local. “A expectativa nossa para o setor é boa, bem maior que a de 2018, em razão da melhora econômica e do crescimento do tema”, diz André Taveira, gerente de exportações do BNDES.

O setor de defesa sempre se ressentiu de não ter acesso a linhas de crédito específicas à sua disposição, e a presença física do banco ali foi vista como uma sinalização animadora. “É importante estar aqui para estabelecer contato mais próximo com as empresas, das grandes às micro”, afirma Taveira.

“O mercado desacelerou muito desde 2016. Grandes projetos estratégicos foram suspensos”, revela o coronel Armando Lemos, vice-presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias e Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). Agora a coisa esboça sinais de melhora, diz ele. “Esperamos um cenário positivo. A sociedade está finalmente vendo segurança e defesa como coisas importantes”, diz ele.

Os organizadores da Feira de defesa ainda não possuem números fechados sobre a presença de público, mas expositores foram unânimes em dizer que o crescimento é notório comparando com anos recentes. Era visível de fato, o grande número de visitantes circulando pelos corredores dos três pavilhões, além da alta presença de delegações de Forças Armadas de países estrangeiros, principalmente de militares do continente africano, que são compradores tradicionais de armamento brasileiro.

  • Com informações de agências de notícias nacionais


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