Facções terroristas islâmicas na Síria brigam entre si por controle de Idlib

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Imagem ilustrativa via redação OD Europe.

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Em 19 de março, as forças de segurança do grupo terrorista islâmico Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), conhecidas como Agência de Segurança Geral, anunciaram que suas unidades haviam neutralizado células do ISIS na região noroeste da Síria de Grande Idlib.

Em nota, Diya al-Omar, porta-voz da Agência Geral de Segurança, revelou que a célula, formada por cinco membros, executou assassinatos e plantou artefatos explosivos na Grande Idlib.

Militantes do HTS invadiram três esconderijos da cela, dois localizados na cidade de Idlib e um na cidade de Harim, na fronteira com a Turquia, no final de 18 de março.

Em Harim, um membro da célula foi capturado por militantes do HTS sem oferecer resitência e aparentemente não participava de combates. No entanto, os membros das células na cidade de Idlib mostraram forte resistência. Como resultado, eclodiram confrontos pesados. No final, dois membros da célula foram mortos e outros dois foram capturados. Um militante do HTS e um civil também foram mortos.

“Nos três esconderijos da cela, várias armas, cartuchos e cintos explosivos foram apreendidos”, disse al-Omar no comunicado.

O HTS vem combatendo as células ISIS na Grande Idlib há mais de dois anos. Embora o HTS promova suas ações como uma espécie de “guerra ao terrorismo”, a verdade é que o HTS está trabalhando para eliminar qualquer concorrência na Grande Idlib.

A realidade dos grupos de terroristas islâmicos na guerra da Síria e na África é que existe uma espécie de concorrência entre grupos que desejam o patrocínio de grupos maiores ou de governos supostos patrocinadores do terrorismo islâmico, todos disputando entre si a atuação em combates, atuando como proxyes de governos que são acusados pela comunidade internacional de patrocínio do terrorismo, como; Turquia, Irã, Argélia, Azerbaijão e até mesmo a China.

Um fato comum que acontece entre esses grupos terroristas islâmicos é a disputa pelos “louros da vitória” (leia-se pagamentos vultusos) quando acontecem algumas conquistas de objetivos, e, para evitar dividir os pagamentos e outros benefícios com grupos menores, é relativamente comum os grupos maiores ou que possuem melhor organização atacarem os ex-parceiros com emboscadas ou outros tipos de ataques para eliminar os concorrentes, mesmo que estes atuem dentro dos mesmos objetivos de conquista territorial para um futuro califado independente nos territórios da Síria e Iraque.

Sobre o HTS

Hay’at Tahrir al-Sham, simplesmente conhecido por Tahrir al-Sham e tendo como abreviatura de HTS, ou, também conhecido como Al-Qaeda da Síria, é um grupo militante salafita jihadista envolvido na Guerra Civil Síria.

O grupo foi formado a 28 de janeiro de 2017 após um acordo de fusão entre Jabhat Fateh al-Sham (ex-Jabhat al-Nusra), Frente Ansar al-Din, Jaysh al-Sunna, Liwa al-Haqq e Movimento Nour al-Din al-Zenki.

Após a criação, diversos outros grupos e pessoas se juntaram ao grupo. Esta nova organização é liderada, essencialmente, por membros da Jabhat Fateh al-Sham e antigos membros do Ahrar al-Sham.

Diversos membros do Ahrar al-Sham juntaram-se a este grupo, guiados pelos seus valores salafitas e conservadores. Apesar da fusão, muitos analistas continuam a referir-se a este grupo pelo nome Jabhat al-Nusra ou Jabhat Fateh al-Sham, o grupo mais poderoso desta fusão.

Mesmo com a fusão, Tahrir al-Sham é considerado como o braço armado da Al-Qaeda na Síria, com diversos combatentes e líderes do grupo a seguirem as ordens da Al-Qaeda, e, que apesar desta fusão, muitos dos seus líderes respondem perante aos líderes da Al-Qaeda, bem como, muitos dos seus membros se guiam pelos mais valores mais extremistas e radicais defendidos pela Al-Qaeda.

O HTS/Tahrir al-Sham declarou a sua ligação ao Governo de Salvação Sírio, que é um governo alternativo da Oposição Síria localizado na província de Idlib, mas considerado como organização terrorista por muitos países.

  • Com informações SANA Syria, Al Arabya TV, Syrian Observatory for Human Rights e STF Analysis & Intelligence via redação Orbis Defense Europe.



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