Fim de uma história: Força Aérea Brasileira encerra as atividades de seu H-1H, após 51 anos de serviços prestados

blankApós 51 anos, a aeronave multimissão H-1H Iroquois encerrou suas atividades na Força Aérea Brasileira (FAB). A cerimônia de despedida ocorreu nesta última segunda-feira dia 22, na Ala 5, em Campo Grande (MS). O FAB 8703, representando todas as aeronaves H-1H da FAB, realizou o último corte de motor, encerrando um ciclo que teve início em junho de 1967.  Durante a cerimônia, o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, ressaltou a importância daqueles que um dia tripularam a aeronave.

“Todos que um dia tripularam essa máquina, certamente guardam em suas memórias pequenas parcelas, das milhares de emocionantes histórias, das quais este ícone da aviação participou. Esse guerreiro presenciou a coragem e a abnegação de várias gerações de tripulantes. Homens de valor que deixaram guardados no interior dessa aeronave um pouco dos melhores sentimentos que um ser humano pode apresentar”, disse.

blankO piloto mais antigo do H-1H na ativa, Tenente-Brigadeiro do Ar William de Oliveira Barros, foi homenageado durante a desativação da aeronave. “Foi um helicóptero lendário e muito importante para a FAB. De 1967 até a data de hoje, muitas gerações de tripulantes, mecânicos, pilotos, homens de resgate passaram por este helicóptero. Alguns diriam que a máquina não consegue se expressar e não tem sentimentos, mas se o H-1H pudesse se expressar hoje, ele diria que está muito satisfeito e muito feliz”, afirmou.

Na despedida o Coronel Aviador da Reserva Edmundo Ferreira Messeder Filho (piloto), o Suboficial da Reserva João Sussumo Yoshizawa (mecânico) e o Suboficial da Reserva Benedito Nascimento (operador) receberam honras durante a formatura por serem os militares mais veteranos que tripularam o H-1H. O homem de resgate da primeira missão operacional do H-1H – busca do FAB 2068 – Tenente-Coronel Médico Reformado Rubens Marques dos Santos, e o tripulante mais voado na aeronave H-1H (6.500 horas), Suboficial da reserva Cláudio Nunes de Almeida Júnior, também receberam agradecimentos e homenagens.

Versatilidade

blankUm dos helicópteros mais produzidos e versáteis do mundo, o “Sapão” ou “Hzão”, como foi apelidado, realizou pela Força Aérea inúmeras missões, de norte a sul do país e também no exterior. A história da aeronave começou em 25 de junho de 1967 e hoje encerra as atividades com um currículo de resgates históricos e marcantes. O resgate do FAB 2068, em 1967, foi seu primeiro grande teste.

Outras missões vieram, como o auxílio prestado às vítimas do terremoto no Peru, em 1970, onde foram evacuados 577 desabrigados e 211 feridos; o incêndio no Edifício Joelma, em 1974; as enchentes em Santa Catarina, nos anos 1974, 1982 e 2008; o resgate das vítimas do Boeing da Transbrasil; o resgate das vítimas do Varig 254, em 1989, e o resgate das vítimas do Gol 1907, em 2006, completam o currículo da aeronave.

Dentre muitas outras, o H-1H realizou missões de busca e salvamento (SAR, do inglês,Search And Rescue), de emprego armado, operações de vacinação no interior da Amazônia, demarcações de fronteira, apoio à população em catástrofes naturais, apoios à Polícia Federal e ações cívico-sociais. Ao todo, a FAB recebeu 68 “Hzões”, adquiridos em cinco lotes distintos, entre 1967 e 1997. Atualmente apenas dois H-1H, o FAB 8684 e o FAB 8703, permaneciam em atividade, ambos lotados no Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), unidade que deu início às atividades da aeronave.

Fonte e Fotos: CECOMSAER

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