Força Aérea Brasileira amplia rede de radares em Mato Grosso do Sul visando narcotráfico da região de fronteira

Os radares aumentam a capacidade de vigilância aérea na Zona de Identificação de Defesa Aérea, por meio da detecção de aeronaves cooperativas e não-cooperativas

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Radar vai funcionar 24h durante os 365 dias do ano integrado com o sistema nacional de monitoramento do espaço aéreo (Foto Divulgação)

A Força Aérea Brasileira (FAB) implementou no município de Porto Murtinho, 412 km de distância da capital Campo Grande (MS), uma nova estação de radar, no valor de R$ 127 milhões que já estavam empenhados desde 2018. Corumbá, foi a primeira cidade a receber uma estação, sendo inaugurada em agosto de 2020 e já está operacional.

Agora espera-se pela base aérea de Ponta Porã para completar a vigilância aérea na fronteira. Ela já foi finalizada e já está em fase de aceitação, integração e homologação. A previsão é que entre em operação em junho deste ano.

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Este é o segundo radar, dos três, que serão implantados em Mato Grosso do Sul com objetivo de interceptar aviões com carga de cocaína (Foto Divulgação)

Toda essa barreira aérea pretende por fim ao narcotráfico na região do Brasil com a Bolívia e o Paraguai. Muitos traficantes optam por voos clandestinos para o transporte de drogas, principalmente a cocaína.

São frequentes os casos de intercepção de aeronaves pequenas em Mato Grosso do Sul. Com o sistema radar LP23SST-NG/RSM970S que se destina à vigilância dos tráfegos aéreos (voo em rota), o objetivo é facilitar o trabalho do Controlador de Tráfego Aéreo.

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Radar de monitoramento do espaço aéreo na região de fronteira (Foto Divulgação)

Os radares aumentam a capacidade de vigilância aérea na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA), por meio da detecção de aeronaves cooperativas e não-cooperativas, podendo alcançar um raio de 450 km, a 30 mil pés (9,1 km), o que corresponde a quase duas vezes a área do Estado do Mato Grosso do Sul.

Os radares são fabricados no Brasil pela empresa Omnisys, em São Bernardo do Campo (SP), o que permite rápido acesso a toda cadeia produtiva, agilizando os procedimentos de assistência técnica por parte do fabricante.

  • Com informações do jornal Campo Grande News