Força Aérea Brasileira seleciona empresas dos EUA e do Canadá para operar o Centro de Lançamento de Alcântara

O mercado de veículos lançadores deverá movimentar algo em torno de US$ 20 bilhões até 2030. As estimativas apontam que, até 2040, a economia espacial atinja o valor de US$ 1 trilhão

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nesta quarta (28), as empresas selecionadas que irão operar no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A divulgação foi em cerimônia na ALA 1 – Base Aérea de Brasília. Foram selecionadas para a fase de negociação contratual as seguintes empresas:

  • Hyperion, para operação do sistema de plataforma de lançamento do VLS (Veículo Lançador de Satélites);
  • Orion AST, para o lançador suborbital;
  • C6 Launch, para o perfilador;
  • Virgin Orbit, para o aeroporto.

A C6 Launch é canadense e as outras três são americanas. O embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, e a embaixadora do Canadá, Jennifer Lynne May, compareceram à cerimônia.

Segundo a FAB, o evento de hoje “teve por objetivo apresentar ao público geral o resultado final do Chamamento Público lançado em 2020 para identificar empresas, nacionais e internacionais, que tenham interesse em realizar operações de lançamentos de veículos espaciais não militares, orbitais e suborbitais, a partir de Alcântara”.

O CLA é considerado um dos melhores locais do mundo para lançamentos orbitais pelo posicionamento geográfico, próximo à linha do Equador e que permite um menor gasto de combustível.

Com a assinatura dos acordos, uma das prioridades deve ser o lançamento de nanossatélites, equipamentos pequenos, do tamanho de uma caixa de sapatos, mas que têm alta tecnologia embarcada e podem apoiar diversos tipos de monitoramento, atraindo a exploração comercial da atividade espacial.

  • Com informações da Força Aérea e agências nacionais