Força Aérea Brasileira testa novo sistema de rotas para que aviões evitem mau tempo

Oficial da FAB aponta formação de nuvens próximo ao aeroporto de Congonhas Márcio Neves/R7

A Força Aérea Brasileira (FAB) vai testar um sistema inédito durante o período de alta temporada de voos neste verão, onde os controladores de tráfego aéreo, com a ajuda de meteorologistas e sistemas de última geração vão oferecer rotas alternativas para que as aeronaves possam voar sem passar por áreas de mau tempo.

Segundo o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP), a medida deve oferecer aos passageiros voos mais confortáveis, com menos probabilidades de turbulência, e maior segurança.

Com esta iniciativa, as aeronaves já serão informadas com precisão de áreas de mau tempo antes mesmo da decolagem e já receberão instruções de rotas alternativas, planejadas em conjunto por meteorologistas e controladores de voo da FAB.

Além disso, o órgão destaca que o sistema deve reduzir a carga de trabalho dos pilotos, com menos necessidade de intervenções para pedir para as torres de controle mudanças de rota.

Atualmente, os pilotos precisam solicitar e informar à torre de controle mudanças de rotas para evitar áreas de mau tempo. Isso resulta na necessidade de chamadas por rádio que exigem mais esforço dos pilotos e aumenta a demanda de trabalho para os controladores de voo.

O sistema também deve beneficiar as empresas aéreas, permitindo uma melhora no planejamento dos voos, resultando em redução do consumo de combustível e diminuição nos riscos de atraso.

Atualmente as empresas aéreas mantém departamentos inteiros e utilizam mais que as informações oficiais de meteorologia, distribuídas pela FAB, para se antecipar e planejar suas operações frente a condições de mau tempo em aeroportos brasileiros.

Em salas de controle, equipes ficam em alerta quando existe notificações de temporais ou nevoeiro nos aeroportos, e utilizam serviços adicionais de meteorologia para criar todo um planejamento caso determinado aeroporto precise ser fechado.

Desses locais, antes de a aeronave decolar e chegar ao destino onde existe o potencial de um mau tempo, os profissionais conseguem ter planejado combustível para o voo, rotas e até mesmo equipes de plantão para serem acionadas em casos de atrasos ou desvios.

Monitoramento constante

No 2º maior aeroporto do Brasil, o aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, equipes de meteorologistas trabalham durante todo o funcionamento do aeroporto em uma sala logo abaixo da torre de controle e aproximação do aeroporto, e ajudam a antecipar qualquer variação de clima que afete as operações do aeroporto.

Segundo a FAB, com as informações meteorológicas monitoradas dali os controladores podem se preparar para solicitar à espera de aeronaves e até mesmo planejar uma eventual suspensão de pousos e decolagens com até 1 hora de antecedência, minimizando atrasos na malha aérea brasileira.

Além das condições climáticas do aeroporto, os meteorologistas que trabalham na torre de controle também monitoram as condições nas rotas de pouso e decolagem dos aviões, e informam aos controladores para que eles possam prestar informações precisas e seguras na chegada e saída destas aeronaves.

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  • Por: Márcio Neves / r7


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