Força Aérea dos EUA estariam utilizando secretamente aeronaves F-117 Nigthhawk

Segundo a revista de aviação holandesa Scramble, pelo menos quatro F-117 stealth participaram de atividades no Oriente Médio. A aeronave stealth F-117 Nighthawk, havia sido retirado do serviço ativo da Força Aérea dos EUA há mais de uma década, mas ele esteve envolvido em missões de combate mesmo “aposentado”, revela a revista. O Lockheed F-117 Nighthawk, é uma aeronave de ataque tático de um único assento. Fora projetado para penetrar secretamente na zona de defesa aérea do inimigo. Seus principais alvos são bases de mísseis, centros de controle e comunicação, aeródromos, postos de comando e outros. A principal característica do F-117 é a sua capacidade stealth, que o torna invisível aos radares.

O F-117 foi o primeiro avião a ser construído com tecnologia de baixa assinatura (stealth), aos radares. É daí que vem a forma incomum (caça), que não foi usado em novos projetos que o sucedeu. Os painéis planos estão dispostos de forma a refletir as ondas do radar e redirecioná-las para os lados, não permitindo que regressem à estação de radar receptora. Em 1981, o primeiro voo ocorreu, e já em 1983, começaram as entregas em série para a Força Aérea dos EUA.”O F-117, que foi produzido de 1983 a 1990, nasceu com um só propósito, de atacar com armas de alta precisão ou não guiadas instalações e alvos militares dentro do território inimigo. Um ponto negativo é que o F-117 é considerado ligeiramente “cego”, porque não é equipado com um radar ativo.

Com exceção do laser, da iluminação dos alvos, todos os sistemas de navegação e de pontaria são passivos. O sistema de câmeras infravermelhas é usado para orientação, enquanto que o sistema inercial e o receptor via satélite são usados para navegação. O F-117 não dispõe de sistemas ativos de guerra eletrônica, geralmente sua configuração básica são duas bombas guiadas GBU-10 ou GBU-27, mas especialistas falam da possiblidade de instalar mísseis AGM-88 HARM, AGM-65 Maverick, bombas atômicas B-61 ou B-83 e bombas GBU-15, na aeronave. As primeiras operações grandiosas com a utilização do F-117 foram realizadas durante a Guerra do Golfo de 1991. Onde eles fizeram 1.271 missões e lançaram duas mil toneladas de bombas guiadas a laser.

Cada um dos aviões transportava duas bombas projetadas para destruir as instalações de defesa aérea de Saddam Hussein. Trinta e seis “falcões” envolvidos na operação em apenas uma noite fizeram uma série de ataques devastadores nos sistemas de defesa do país e destruíram toda a frota de bombardeiros inimigos Tu-16, pois os radares simplesmente não viram o avião americano. Os Nighthawks lutaram com pouca ou nenhuma perda — apenas um avião foi abatido sobre a área de batalha. Em 27 de março de 1999, o F-117A foi atingido por um míssil antiaéreo S-125 disparado da área da aldeia de Bujanovac durante a operação militar da OTAN contra a Iugoslávia. Foi relatado que o abate do F-117 tinha sido na mesma rota várias vezes, de modo que os artilheiros antiaéreos sérvios poderiam ter se preparado para disparar com antecedência, escreve o autor do artigo.

As aeronaves quando são retiradas do serviço ativo, ficam armazenados em uma base militar secreta nos Estados Unidos em condições de aeronavegabilidade. Apesar do fato de que os “falcões” foram removidos dos combates há mais de dez anos, eles, assim como os carros, precisam ser “testados” às vezes. Não há confirmação probatória do uso dos F-117 no Iraque e na Síria em 2017, mas indícios coletados revelam que isso tenha sido provável. Um dos indícios são as operações secretas realizada pela Força Aérea dos EUA periodicamente, onde tais equipamentos podem ter sido usados. No entanto, não há nenhum sentido prático na aplicação do F-117, pois a Força Aérea possui outros equipamentos mais modernos, como o F-35 ou o F-22, que são capazes de operar com maior eficiência.

  • Com informações de agências de notícias internacionais

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