Força Expedicionária Brasileira cumpriu sua missão na Itália

O dia 21 de fevereiro marca a maior ação ofensiva realizada pela FEB no teatro de guerra italiano

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Há 76 anos, em 21 de fevereiro de 1945, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) marcou com sangue, suor e lágrima sua derradeira participação na Segunda Guerra Mundial; onde nossos bravos “Pracinhas” travaram a batalha mais sangrenta que tiveram em solo italiano.

Monte Castello, não foi apenas mais uma cidade a ser conquistada pelos aliados durante a campanha da Itália e sim um objetivo estratégico, a fim de garantir a evolução das tropas aliadas para o Norte da Itália.

Durante 227 dias e após uma série de ataques ineficazes contra o exército alemão, que detinham vantagem estratégica no terreno íngreme, a FEB protagonizou uma das maiores conquistas em sua participação na 2ª Guerra Mundial: a Tomada de Monte Castelo.

Não foi uma tarefa fácil, a FEB já havia tentado, sem obter êxito nos dias 24, 25 e 29 de novembro, e também em 12 de dezembro de 1944. Além da artilharia inimiga do alto da montanha, os brasileiros enfrentaram o inverno rigoroso na Europa.

Essa posição possuía grande importância tática, pois permitiria o avanço das tropas aliadas em direção à Alemanha, e essa pressão ofensiva aceleraria a capitulação dos Estados que compunham o Eixo. Essa batalha foi um marco para a Campanha da FEB na Itália.

A FEB, ao chegar na Itália foi integrada ao 4º Corpo do 5º Exército americano, seu efetivo de 25.700 militares teve perto de 2.000 baixas em ação. Em dezembro de 45, o cemitério da FEB em Pistóia tinha 451 brasileiros enterrados, sendo 443 da FEB e oito aviadores do 1º Grupo de Aviação de Caça, da Força Aérea Brasileira (FAB).

Como ela se saiu em combate?

A resposta curta é: muito bem, diz o historiador americano Frank McCann, que escreveu um livro clássico sobre as relações Brasil-EUA no período. “A FEB completou todas as missões que lhe foram confiadas e pode ser comparada favoravelmente com as divisões americanas do 4º Corpo”, afirma McCann.

A rotina desses destemidos heróis vinha marcada por combates extenuantes e adversidades causadas pelo rigoroso inverno europeu, seu maior inimigo. Mais que as intempéries, o terreno lamacento e escarpado impedia a utilização de meios blindados, e a batalha acabou se restringindo a ações da Infantaria, com o intenso apoio de fogo da Artilharia.

Todos esses fatos tornam memorável o feito dos Pracinhas, que souberam fazer frente à agressão de uma grande potencia militar da época, enfrentando em inferioridade numérica e tecnológica o inimigo.