Forças de Defesa de Israel estão em alerta máximo

As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão em alerta máximo desde a madrugada desta sexta-feira (03). O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, interrompeu viagem ao exterior após os EUA terem realizado ataque ao Irã que resultou na morte do comandante iraniano Qassem Soleimani, o que desencadeou promessas de vingança por parte de Teerã.

Aliado mais próximo dos EUA no Oriente Médio e principal inimigo regional do Irã, Israel não respondeu publicamente às mortes de Soleimani e do chefe da principal milícia iraquiana, Abu Mahdi al-Muhandis, em um ataque dos EUA a Bagdá.

No entanto, o gabinete de Netanyahu confirmou que ele encurtaria uma viagem à Grécia. A estação de rádio do Exército informou que os militares estavam sob alerta máximo e que o ministro da Defesa, Naftali Bennett, se reuniu com chefes das Forças Armadas e da inteligência para “avaliação da situação”.

Membros do gabinete de segurança de Netanyahu foram instruídos a não comentar sobre os assassinatos, que a mídia israelense interpretou como uma tentativa de impedir retaliação de representantes e aliados do Irã na região.

Isso inclui o Hezbollah, movimento libanês apoiado por Teerã, e os grupos militantes palestinos Hamas e Jihad Islâmica, em Gaza.

Há muito tempo, Israel considera Soleimani uma grande ameaça. Em agosto de 2019, os militares disseram ter frustrado um ataque da Força Quds, comandada por Soleimani, envolvendo vários drones da Síria.

Israel também o acusou de liderar os esforços da Força Quds para estabelecer um programa de mísseis guiados com precisão para o Hezbollah.

  • Com agências internacionais




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