Formatura marca 71 anos da Brigada Guaicurus em Dourados

Crédito: Progresso On Line/Marcos Ribeiro

Com uma formatura militar e várias homenagens foi celebrado, os 71 anos da criação da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (4ª Bda C Mec). O evento aconteceu na sede de comando nesta sexta-feira (31) sob o comando do general de brigada Eduardo Tavares Martins.

Houve desfile e homenagem aos “Amigos 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada”. No palanque se fizeram presente representantes de entidades civis e militares de Dourados. O General Eduardo Tavares Martins enfatizou em seu discurso a importância histórica da Brigada na defesa das fronteiras e o trabalho desenvolvido com a comunidade e no Estado.

A origem da corporação emana da 4ª Divisão de Cavalaria (4ª DC), criada pelo Decreto Presidencial n°26.297-A e pela Portaria Reservada nº 13-12, de 29 de janeiro de 1949. Sua sede inicial localizava-se na cidade de Campo Grande.

As organizações militares hoje pertencentes à 4ª Bda C Mec participaram de epopeias históricas, demonstrações de sacrifícios e patriotismo. A região sul mato-grossense foi palco de várias disputas, como a Guerra da Tríplice Aliança.

Neste conflito o tenente Antônio João Ribeiro, sacrificou a sua vida, enfrentando tropas paraguaias, na defesa da Colônia Militar de Dourados. Destaca-se ainda, a Retirada da Laguna, em 1867, e os confrontos enfrentando os revoltosos da Coluna Prestes, na região da Cabeceira do Apa, em 14 e 15 de maio de 1925.

À época, a 4ª DC tinha a sua organização baseada nos seguintes regimentos hipomóveis: 10º Regimento de Cavalaria – em Bela Vista; 11º Regimento de Cavalaria – em Ponta Porã e 17º Regimento de Cavalaria – inicialmente localizado em Pirassununga, sendo transferido para Amambai no ano de 1965.

Como Organizações Militares de apoio a 4ª DC tinha o 9º Grupo de Artilharia e a 14ª Companhia de Transmissões, localizadas na cidade de Campo Grande.

Em abril de 1969, a 4ª DC passou a ser comandada pelo General de Brigada Plínio Pitaluga, herói da Força Expedicionária Brasileira (FEB), pela sua atuação no 1º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE).

Dentre seus comandantes, muitos obtiveram projeção nacional, como os generais Emilio Garrastazu Medici (1961-1963), 28º presidente do Brasil, Sylvio Couto Coelho da Frota (1965), nomeado Ministro do Exército e Álvaro Cardoso (1966-1967), Comandante Militar da Amazônia.

O surgimento de novos materiais de emprego militar, exigiu do Exército Brasileiro uma nova estrutura. Assim, em 1977, foram iniciados os trabalhos para a construção de uma nova sede.

Neste momento, o 11º Regimento de Cavalaria (11º Reg Cav) incorporou o 3º esquadrão, ao qual foi determinado a guarda do terreno cedido pelo senhor Wilson Benedito Carneiro e dos diversos materiais de engenharia.

Em 1980 a 4ª DC foi extinta, sendo sucedida pela 4ª Bda C Mec, que iniciou suas atividades no dia 1º de janeiro de 1981, ainda na cidade de Campo Grande. O General de Brigada Domingos Fragomeni, último comandante da 4ª DC e primeiro da 4ª Brigada, liderou a transformação da Grande Unidade, desta vez mecanizada.

Em 1982, com o término das obras, a sede da 4ª Brigada deixa a guarnição de Campo Grande para ocupar as suas atuais instalações na cidade de Dourados, mais próximo de suas organizações militares, desdobradas ao longo da linha fronteiriça Brasil-Paraguai e em uma posição mais central de sua área de responsabilidade.

Em 1988, a 4ª Bda C Mec recebeu a denominação histórica de “Brigada Guaicurus”. É uma homenagem aos bravos guerreiros indígenas, considerados os senhores das planícies entre os Rios Apa e Miranda, pela semelhança entre as missões atribuídas a esta Grande Unidade e a participação efetiva dos Guaicurus quando da conquista e manutenção de grande parte da fronteira brasileira.

A tradição hípica, herdada da 4ª DC, é mantida pela disputa anual do Troféu Guaicurus, com várias provas, incluindo partidas de pólo, entre os Regimentos da Brigada. A competição foi iniciada em 1975, ainda na 4ª DC, no comando do general Átila Viana.

Estes valores e tradições cultuados pela Brigada Guaicurus estão enunciados na canção da brigada, representando o pessoal e os blindados que desfilam pelas fronteiras, outrora percorridas pelos Guaicurus e pelos cavalos da 4ª DC, irmanados pelo mesmo objetivo de manutenção da soberania do estado brasileiro.

  • Com informações do Jornal O Progresso On Line


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