Fortalecimento da Defesa é essencial para a política externa do País

O Secretário de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa (MD), Marcos Degaut, proferiu palestra no dia 30 de julho, para os alunos do III Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa.

Ao abordar o tema: “A Base Industrial de Defesa segundo a Estratégia Nacional de Defesa: perspectivas para o setor produtivo”, o Secretário destacou que é fundamental fortalecer o debate sobre a Defesa, a Segurança e a Base Industrial de Defesa (BID), como elementos que considera essenciais para uma grande estratégia nacional, e fatores indissociáveis para a elaboração de uma política externa em qualquer país que almeje ser “global player”.

Degaut ressaltou que é necessário estabelecer uma nova agenda para o setor de Defesa, adequando-a aos novos tempos.

“Infelizmente, ainda pesa sobre o setor o estigma da desconfiança, provocada por percepções preconceituosas e anacrônicas, além do desconhecimento sobre o tema Defesa”. A consequência foi, ao longo dos anos, a exclusão do tema do eixo político nacional.

Para fortalecer o setor no País, o secretário destaca que é necessária a construção de uma agenda estratégica de Defesa, baseada em quatro eixos. Um deles é o fortalecimento da cultura estratégica, fundamental para o país entender a sua relação com o resto do mundo.

“Essa cultura é focada em grandes estratégias de Estado que uma Nação precisa conjugar para alcançar seus interesses a longo prazo”, explica.

Outro eixo destacado pelo Secretário Degaut é o fortalecimento da Base Científica Tecnológica e Industrial de Defesa.

“Se nós queremos ter capacidade de inovação e ter uma base mobilizável longínqua, precisamos fazer investimentos em pesquisa e desenvolvimento agora. Semear hoje o que nós vamos colher no futuro. São fundamentais a preservação e o aperfeiçoamento de indústrias de interesse estratégico que possam sustentar os projetos estratégicos das Forças Armadas”, afirmou.

Em sua visão, não se pode conceber soberania e autonomia sem produtos de Defesa fortes e uma indústria de Defesa autossustentável, com capacidade de desenvolvimento tecnológico, que possa funcionar também como grande vetor de exportações.

O Secretário ainda reforçou que o Ministério da Defesa tem buscado derrubar barreiras e inovar em soluções que ampliem e fortaleçam a BID brasileira, com destaque para ações focadas em novas formas de financiamentos e garantias para o setor; aperfeiçoamento da Tríplice Hélice (que congrega ações envolvendo Academia, Estado e Iniciativa Privada) e isonomia normativa e tributária, que permita uma concorrência em igualdade de condições entre a indústria nacional e os fabricantes internacionais.

O terceiro vetor diz respeito à maior convergência entre o setor de Defesa e a Diplomacia. “Essa articulação é necessária para eliminarmos ruído e harmonizarmos percepções. Mas o mais importante é que essa convergência fortalecerá a cultura estratégica”.

Além disso, o Secretário aponta avanços como: racionalização de procedimentos administrativos, eficiência na promoção comercial, efetividade na prevenção, combate e repressão a ilícitos transfronteiriços e aumento do capital político do País no cenário internacional, como consequência dessa convergência.

O quarto eixo refere-se ao necessário reaparelhamento das Forças Armadas, com o benefício adicional de sua utilização também em projetos de melhoria da infraestrutura nacional. “Estamos tendo um envolvimento maior em projetos sociais. Essas ações são importantes porque acabam fortalecendo a cultura estratégica nacional”, explicou.

Após a palestra, os participantes fizeram perguntas e tiraram dúvidas com o Secretário de Produtos de Defesa. A videoconferência foi acompanhada pelo Comandante da ESG, Almirante de Esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, e pelo Subcomandante da Escola, Major Brigadeiro do Ar Leonidas de Araújo Medeiros Júnior.

O III Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa conta com oito semanas de programação 100% on line, que aborda aspectos de Defesa, Infraestrutura, Desenvolvimento e perspectivas para o cenário pós-pandemia. O evento é realizado pela Escola Superior de Guerra (ESG) e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).

Além de integrantes das duas entidades, o Ciclo também conta com a participação das Federações das Indústrias dos Estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Tocantins e Minas Gerais.

  • Por André Pinto, via Assessoria de Comunicação Social (Ascom) Ministério da Defesa


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