Fuerzas Comando 2019 ressalta capacidades das operações especiais

O Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do SOUTHCOM, durante a cerimônia de premiação e encerramento do Fuerzas Comando, disse que a competição gera confiança para os países e o futuro da região. (Foto: Geraldine Cook, Diálogo)

Sob o lema “Valor e força a toda prova”, os comandos de elite das forças armadas e policiais de 19 países do hemisfério ocidental demonstraram suas capacidades em operações especiais no exercício Fuerzas Comando 2019, realizado de 17 a 27 de junho no Chile.

“Demonstramos as capacidades de nossas forças militares, a coragem de cada um dos integrantes da equipe, que, como colombianos, sempre estamos dispostos a lutar e a dar tudo de nós”, disse o Capitão do Exército da Colômbia Fabián Andrés Tamayo Argollo, comandante da equipe do país que pela décima vez venceu a competição. “Os países chegaram com níveis muito altos de treinamento e tenho um grande respeito por todos.”

O Fuerzas Comando foi criado em 2004 como um exercício multinacional de operações especiais liderado pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) e é  dirigido pelo Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos e pelo país anfitrião, que este ano foi o Chile.

O exercício promove as relações militares, a interoperabilidade e melhora a segurança regional. O Fuerzas Comando consiste em duas atividades conjuntas: a competição de habilidades e o Seminário de Líderes Seniores.

“Nesta manhã somos todos uma só equipe. Somos todos Fuerzas Comando”, disse o Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do SOUTHCOM, durante a cerimônia de premiação e encerramento da competição.

“Somos uma equipe que gerou confiança. Ao desenvolver essa confiança, marca uma diferença para todas as nossas nações e para nosso futuro.”

O General do Exército Ricardo Martínez Menanteau, comandante em chefe do Exército do Chile, disse que “a maior conquista [dos competidores] é o companheirismo e a confiança que são criados durante a competição. Trata-se de unidades de elite, unidades de forças especiais, o que implica que eles são postos à prova durante os treinamentos.”

A competição 

A décima quinta edição do exercício contou com membros da Argentina, Belize, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Uruguai.

A Brigada de Operações Especiais Lautaro, nas cercanias de Santiago, foi o cenário dos testes de capacidades físicas, pista de obstáculos, marcha forçada e assalto combinado. O evento anfíbio foi realizado em Viña del Mar.

“A prova de marcha foi realizada sob chuva de granizo e fazia muito frio; foi muito difícil para todos nós”, disse o Cabo das Forças Especiais do Exército do Chile Johathan Antonio Ruminot Barriga, integrante da equipe de assalto. “Essa é uma competição de nível muito alto e deixa um forte aprendizadoO Chile ficou em segundo lugar.

“Trata-se de uma competição muito forte na parte técnica e física”, disse o Capitão do Grupo de Operações Especiais do Exército do Equador Omar Sánchez, que atuou como juiz da competição. “Precisamos trabalhar mais a parte técnica, ter um equipamento melhor e treinar mais para as futuras competições.” Seu país ficou em terceiro lugar.

“O mais importante de estarmos aqui é compartilhar com os demais comandos”, disse o Tenente das Forças Especiais do Exército de Honduras Denis Nohel Bonilla, da equipe de assalto.

“Este ano a novidade foi o combate próximo, que nos permitiu unir conhecimentos para podermos implementar novas técnicas de combate urbano na luta contra o narcotráfico e as contraguerrilhas.” Honduras conquistou o quinto lugar na competição.

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  • Com informações do site Diálogo Américas, por: Geraldine Cook

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