Governador cria patente de general para Polícia Militar e bombeiros que será votado pela Alerj

O governador Wilson Witzel assinou um decreto criando a patente de “general” na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, mas precisará da aprovação da Assembleia Legislativa (Alerj), para criar os cargos compatíveis com a nova função.

“A criação do cargo será por lei estadual. Enviarei o texto para a Assembleia Legislativa”, afirmou o governador. Segundo ele, a criação da patente não fere a prerrogativa da União de legislar sobre normas gerais de organização da PM e dos bombeiros militares.

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“Criamos uma referência honorífica que valerá apenas para o Estado do Rio de Janeiro”, argumentou. Em um decreto que será publicado nessa quinta-feira (01), o governador Wilson Witzel cria a patente de General na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros.

Com isso, o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo, o secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto RobadeyJr, passarão a desempenhar a função de General honorífico.

Em sua justificativa, Witzel defende que a criação da patente segue os moldes de forças armadas de todo o mundo, além de representar “o fortalecimento da disciplina, o incremento da valorização profissional e melhor organização administrativa, trazendo elevação do moral da tropa, traduzindo-se numa melhor prestação de serviço de segurança à população fluminense.”

Segundo o decreto, a nova patente não aumentará o salário dos atuais comandantes dos órgãos, e a ideia, segundo o governo estadual é que o general faça cursos e provas, similares aos das Forças Armadas.

Em um áudio enviado para o coronéis que compõe o Conselho de Segurança, Witzel disse ter tratado a mudança nas patentes com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o governador ter generais no quadro das corporações facilitará a escolha ds comandantes das corporações:

“Nós temos hoje uma tropa que está envolvida em constante combate, é preciso ter uma formação de um oficial general para condução das nossas tropas, e aqui no Rio de Janeiro a minha proposta é criar entre 5 a 8 cargos, inclusive o comandante geral. Também cria no Brasil uma classe de oficiais generais de PM que forçosamente estará obrigados os governadores a escolherem entre esses profissionais preparados, colocando em postos importantes oficiais mais modernos, e assim permitindo que possamos ter entre 7 e 8 anos a permanência de oficiais no ultimo posto”, disse Witzel.

Caso os secretários sejam exonerados, eles manterão o titulo de general até a aposentadoria. O decreto determina ainda que fica a cargo das corporações determinar os uniformes, distintivos, insígnias, emblemas, peças e acessórios de uso privativo dos Generais Bombeiro Militar ou Policial Militar.

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  • Com agências nacionais


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