Governo Alemão defende seus gastos com Defesa em meio a críticas dos EUA

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(Photo by David Hecker/Getty Images)

O governo alemão sugere que comprometimento do país com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deveria ser medido em proporção de suas Forças Armadas disponibilizadas para as necessidades da Aliança, não pela porcentagem do PIB gasto na Defesa.

A regra habitual, a qual o governo dos EUA defende, não é mais uma forma eficiente de avaliar a contribuição individual de cada país membro da OTAN, afirmou na última sexta-feira (17) a ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer.

A ministra qualificou a referência a 2% do PIB no orçamento alocado à Defesa como uma cifra que perde relevância, considerando os efeitos da crise da COVID-19 nas economias dos países membros da Aliança.

“Uma maior porcentagem pode ser atingida sem de fato [se investir] mais recursos na Defesa”, afirmou Karrenbauer, conforme publicou o jornal Spiegel. Até 2030, as Forças Armadas da Alemanha estarão preparadas para disponibilizar 10% de suas capacidades para operações da OTAN, salientou a ministra.

Além disso o secretário de Estado parlamentar, Peter Tauber explicou à mídia local que este padrão “não é um indicador suficiente, considerando a diminuição do Produto Interno Bruto devido à COVID-19”. O indicador alternativo proposto pela ministra da Defesa “torna as capacidades militares mais mensuráveis e eficientes”, continuou Tauber.

Contudo, o distanciamento do padrão de 2% pode ter um impacto negativo nas relações entre EUA e Alemanha. Donald Trump pressionou os demais membros da Aliança a atenderem a meta percentual.

De acordo com os EUA, a Alemanha se beneficia da presença das tropas norte-americanas enquanto gasta pouco com as causas comuns da OTAN. Anteriormente, os EUA confirmaram a retirada de aproximadamente dez mil militares do território alemão, sendo redistribuídos na Europa, enquanto alguns retornariam aos EUA.

  • Com agências internacionais